Logo R7.com
RecordPlus

Investigador baleado por militar no bairro Juliana recebe alta

Policial civil deixou o Hospital Risoleta Tolentino Neves na manhã desta quinta

Minas Gerais|Tabata Martins, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Policiais das duas corporações trocaram ameaças no meio da rua
Policiais das duas corporações trocaram ameaças no meio da rua

O investigador da Polícia Civil que foi baleado por um militar no bairro Juliana, na região norte de Belo Horizonte, recebeu alta na manhã desta quinta-feira (28).

Marcelo Batista Bento, de 31 anos, estava internado no Hospital Risoleta Tolentino Neves, na região de Venda Nova, desde o dia em que ele e o escrivão Marcelo Gonçalves Ferreira, de 32, foram feridos pelo cabo Samuel Cabral de Oliveira Andrade, de 30. Ferreira saiu do Hospital Vera Cruz no último dia 21.


O militar está detido em um Batalhão da PM (Polícia Militar) e o inquérito sobre o caso deve ser encerrado nesta sexta-feira (29). As investigações estão sob responsabilidade do delegado Hugo e Silva, mas a dupla tentativa de homicídio também é apurada pela Corregedoria da PM.

Leia mais notícias no R7 MG


Entenda o caso

Os policiais civis foram baleados pelo militar após serem confundidos com bandidos ao abordarem um motociclista durante investigação no bairro Juliana, região norte da capital mineira.


O piloto foi parado pelos civis em frente à papelaria da esposa do militar. Eles estavam um carro descaracterizado e, por isso, a comerciante achou que se tratava de um assalto e pediu ajuda para o companheiro. Em seguida, o cabo atirou diversas vezes contra os civis.

As vítimas, que são da Delegacia de Vespasiano, na Grande BH, foram socorridas e levadas para o Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova. Porém, Marcelo Gonçalves Ferreira precisou transferido para o Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte.


O fato dos dois policiais civis terem sido baleados por militar causou atrito entre as corporações, cujos representantes têm opiniões diferentes sobre o que ocorreu.

Após os civis serem feridos, a rua onde ocorreu o fato foi tomada por dezenas de policiais civis e militares, que entraram em atrito por mais de uma vez. O desentendimento mais grave ocorreu após policiais militares tentaram levar o policial responsável pelos disparos para um quartel e não para uma delegacia. Revoltados, civis impediram que a viatura fosse para o quartel e tiveram que ser contidos. Eles alegaram que, como o militar praticou o crime no momento em que não estava trabalhando, ele tem que responder pela tentativa de homicídio na Justiça comum e não na militar, como queriam os militares presentes no local.

Outro ponto que causou atrito entre as corporações foi a questão de integrantes da PM terem tentado levar a principal testemunha, um motoqueiro, em uma viatura da sua corporação. Depois de discussão, o piloto acabou sendo transportado em um carro da Deoesp (Divisão Especializada de Operações Especiais).

De acordo com Sinpol/MG (Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais), a tentativa da PM de impedir a ida do cabo à delegacia expõe a rivalidade entre as forças.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.