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Julgamento de acusado de matar fotógrafo começa em Coronel Fabriciano (MG)

Somente o delegado responsável pelas investigações será ouvido durante a sessão

Minas Gerais|Do R7

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Pitote já foi condenado a 16 anos de prisão pela morte de Rodrigo Neto
Pitote já foi condenado a 16 anos de prisão pela morte de Rodrigo Neto
Neves foi morto uma semana após o colega de trabalho
Neves foi morto uma semana após o colega de trabalho

Há cerca de uma hora, começou o julgamento de Alessandro Augusto Neves, o Pitote, de 31 anos, em Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. Condenado a 16 anos de prisão pela morte do jornalista Rodrigo Neto, ele também é apontado como o executor do fotógrafo Walgney Assis de Carvalho, de 43 anos, morto no dia 12 de abril de 2013, em um pesque-pague da cidade. O juiz Vítor Luís preside a sessão.

O conselho de sentença foi formado por seis homens e uma mulher. A previsão é que o julgamento seja rápido, já que somente o delegado responsável pelas investigações será ouvido. As demais testemunhas foram dispensadas.


Entenda

Carvalho e Neto trabalhavam juntos e o fotógrafo foi morto um mês depois do colega de profissão. Segundo o inquérito policial, ele fornecia imagens de locais de crime para a Polícia Civil e jornais da região. Além disso, há informações de que ele teria comentado com várias pessoas que conhecia o autor do assassinato do jornalista.


De acordo com a denúncia do Ministério Público, Neves teria ficado com medo de ser descoberto e decidiu executar o fotógrafo como "queima de arquivo". Ele foi até o pesque-pague com uma arma calibre 38 e o rosto coberto, se aproximou da vítima e disparou. Carvalho foi atingido no peito e na cabeça. Os dois crimes teriam relação com um grupo de extermínio encabeçado por policiais.

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Mais prisões


Em agosto do ano passado, a Justiça condenou o investigador de Polícia Civil, Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte de Neto. Na ocasião, a Justiça declarou também a perda do cargo do policial e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

Outros oito policiais - seis civis e dois militares - foram presos durante as investigações por participação em uma série de crimes no Vale do Aço. Um médico legista foi solto por ter comprovado inocência, enquanto os outros sete tiveram a prisão temporária renovada.

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