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Justiça adia audiência de jovem acusada de planejar a morte do pai

Érika Passarelli seria ouvida sobre uma série de golpes que aplicou em lojas de Belo Horizonte

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

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Érika ainda aguarda a data do julgamento sobre a morte do pai
Érika ainda aguarda a data do julgamento sobre a morte do pai

A Justiça decidiu adiar para 30 de outubro de 2014 a primeira audiência de instrução da ex-estudante de Direito Érika Passarelli pelo crime de estelionato. Érika, que é acusada de planejar a morte do próprio pai em 2010, teria aplicado uma série de golpes em lojas de roupa de Belo Horizonte, passando cheques sem fundo e seria ouvida na próxima quinta-feira (5). De acordo com o advogado dela, Fernando Magalhães, a data foi remarcada por opção judicial, já que ele teria uma audiência sobre outro processo no mesmo dia.

— Foi uma necessidade da Justiça. Como tenho julgamento em datas iguais, então o tribunal optou por adiar esse.


Na época em que a primeira data foi marcada, Zanone Oliveira, outro defensor da jovem, alegou que houve apenas "um desacerto comercial" que seria resolvido diretamente com as vítimas.

— Vários cheques já foram pagos, alguns apenas que ficaram em aberto que desencadearam o processo. Como foi presa, ela não teve tempo de sentar com esses credores e resolver.


Oliveira explicou ainda que a família da acusada sempre teve "uma situação financeira muito boa" e que, por isso "comprar era algo corriqueiro na vida dela". No entanto, na época em que acumulou as dívidas, Érika teria extrapolado porque estava em "crise depressiva muito grande" com a morte do pai.

— Ela tinha como válvula de escape as compras e acabou consumindo um pouco demais. Aí ficou foragida um tempo também, mas acho que vai dar tudo certo.


O defensor alega ainda que Érika pretendia entrar em contato com as vítimas para resolver a questão antes mesmo da audiência, mas evitou porque não queria que os credores se sentissem ameaçados. A jovem aguarda agora que a Justiça marque a data do júri popular sobre o assassinato do pai.

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O caso

Mario José Teixeira Filho, 50 anos, foi assassinado às margens da BR-356 em Itabirito, na Grande BH, no dia 5 de agosto de 2010. O ex-namorado de Érika, Paulo Ricardo de Oliveira, e o pai dele, Santos das Graças Alves, cabo da PM, também respondem pelo homicídio. Somente Érika está presa. Ela foi encontrada em março de 2012 em uma casa de massagens no Rio de Janeiro, onde trabalhou disfarçada por um ano e meio, foragida da polícia mineira.

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