Logo R7.com
RecordPlus

Justiça libera realização de rodeio em Caeté

Pedido de proibição de ONG defensora dos animais foi negado

Minas Gerais|Do R7 MG

  • Google News
Animais são machucados para que pulem na arena dos rodeios
Animais são machucados para que pulem na arena dos rodeios

Um pedido apresentado pela ONG SGPAN (Sociedade Galdina Protetora dos Animais e da Natureza de Caeté) ao Ministério Público pela proibição do rodeio de Caeté, na região metropolitana, foi negado nesta quarta-feira (29) pela Justiça.

O juiz Antônio José Fonseca Nardy, da 1ª Vara da Comarca de Caeté, emitiu uma autorização para a realização do evento, marcado para acontecer de quinta-feira (30) a domingo (2).


Idosa flagrada agredindo cão descumpre combinado e não doa animal para ONG

Morte de animais mordidos no pescoço vira mistério em Juiz de Fora


A ação pública promovida pela ONG alegava que "a submissão de animais às práticas próprias dos eventos de rodeio importa em maus tratos". Consequentemente, a realização de rodeios iria contra o artigo 225 da Constituição Federal, que alega que "o Poder Público deve proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que (...) submetam os animais à crueldade".

Segundo a ONG, a decisão tomada faz com que o Poder Judiciário de Caeté corrobore com a tortura decorrente dos rodeios. De acordo com a organização, a orientação de que haja atendimento veterinário durante o evento não altera em nada a forma como os animais são tratados.

Esta e outras medidas, como a proibição do uso de esporas pontiagudas e a obrigatoriedade de que os sédens (equipamento utilizado para pressionar os testículos do gado e fazê-lo ficar agitado) sejam de algodão, já estão previstas na Constituição desde 2002, sem que isso tenha de fato alterado as condições de exploração impostas aos animais.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.