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Laudo conclui que menino chicoteado por mãe e padrasto foi asfixiado

Casal vai responder por tortura e homicídio duplamente qualificado

Minas Gerais|Márcia Costanti,do R7

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Irmãos da criança também eram alvos de agressões do casal
Irmãos da criança também eram alvos de agressões do casal

A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (8), o inquérito que investigava a morte do menino João Paulo Camilo, de seis anos. Ele foi achado morto no último dia 30 de junho, após ser chicoteado pela mãe e pelo padrasto, em Santa Bárbara do Leste, no Vale do Rio Doce. De acordo com o laudo da necrópsia, a criança foi morta por asfixia.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Luiz Eduardo Moura Gomes, o menino apresentava ainda marcas de queimadura no corpo. Diante dos fatos, Josina Concebida Moysés, de 36 anos, e o marido dela, José Mateus da Silva, vão responder por tortura e homicídio duplamente qualificado, já que a vítima não tinha capacidade para se defender e o homicídio foi cometido por motivo fútil.


Chocante

O caso chocou a cidade. O corpo da criança foi achado às margens da BR-116. De acordo com a Polícia Militar, o padrasto da vítima acionou a corporação, alegando que o menino, João Paulo Camilo, havia desaparecido. No entanto, após receberem denúncias de maus tratos contra os dois irmãos do garoto, que têm quatro e cinco anos, os militares foram até a casa da família.


Lá, eles constaram que as crianças tinham machucados graves por todo o corpo. Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos para a delegacia. Já os menores foram socorridos para o pronto-atendimento médico de Caratinga.

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Pouco depois, a Polícia Civil conseguiu localizar o cadáver de João Paulo. Conforme a perícia, ele tinha graves ferimentos espalhados pelo corpo, principalmente nos glúteos, provavelmente causados por um chicote, utilizado como arreio de cavalos, além de marcas de cigarro no peito.

Inicialmente, o homem e a mulher tentaram jogar a culpa um no outro, mas acabaram entrando em contradição. Por fim, os dois confessaram o crime. José Mateus alegou que era obrigado pela companheira a agredir as crianças e que eles tiveram medo de ser presos quando notaram que o menino havia morrido após o espancamento. Por isso, enrolaram o corpo em um cobertor e jogaram às margens da rodovia.

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