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Líderes de seita que mantinham escravos deixam a prisão

Grupo de falsos religiosos recebeu R$ 100 milhões em doações de fiéis

Minas Gerais|Do R7

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Três líderes de um esquema de falsos religiosos que mantinham fiéis em situação de escravidão foram soltos. Eles estavam presos desde a última segunda-feira (17), quando uma operação da Polícia Federal desmontou a organização.

Segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), dois integrantes do grupo ganharam liberdade na sexta-feira (21). O terceiro deixou o presídio de Três Corações, no sul de Minas Gerais, neste sábado (22), por meio de um alvará de soltura.


Na operação, seis pessoas foram detidas. A secretaria não conseguiu confirmar se os outros três envolvidos permanecem presos.

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De acordo com a PF, o grupo teria utilizado a seita para se apoderar do patrimônio dos fiéis, submetendo-os a trabalhos forçados. As investigações apontaram que os dirigentes estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazendas onde desenvolviam suas atividades e rituais religiosos.


A PF afirmou que os fiéis, ao ingressarem na seita, eram convencidos a doar seus bens sob o argumento da convivência em uma comunidade onde "tudo deveria ser de todos" e, em seguida, obrigados a trabalhar sem qualquer espécie de pagamento.

Os investigadores estimam que o patrimônio recebido em doação dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões. Parte do valor teria sido convertido em "grandes fazendas, suntuosas casas e veículos de luxo".

Os investigados responderão pelos crimes de redução de pessoas à condição análoga a de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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