Loja de celulares é assaltada três vezes em menos de um mês em BH
No último roubo, suspeitos chegaram a ameaçar as vítimas de morte
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Em menos de um mês, uma loja de celulares e variedades no bairro São Gabriel, região nordeste de Belo Horizonte, foi assaltada três vezes. Em todos os casos, os bandidos estavam armados e ameaçaram os funcionários do estabelecimento.
No último assalto, o proprietário Gilberto Eustáquio Almeida não estava no estabelecimento. Ele havia acabado de ir à delegacia, onde resolveria um problema relacionado ao último roubo, mas conta que até a mulher teve objetos pessoais roubados durante a ação dos bandidos.
— Eles levaram até a aliança e o relógio da minha mulher.
Após o crime, as vítimas acionaram a PM (Polícia Militar) e entregaram imagens do roubo registradas por câmeras do circuito interno de segurança do estabelecimento. Pouco tempo depois, a dupla de assaltantes foi detida em uma cidade vizinha e parte da mercadoria recuperada.
Mas, ainda assim, o prejuízo chega a R$ 20 mil e Almeida afirma não irá mais trabalhar com a venda de celulares na loja. Ele acredita que os aparelhos podem estar atraindo a atenção dos bandidos para o estabelecimento.
— Nós decidimos que não iremos trabalhar com celular mais. Em um ano, nós tivemos seis assaltos consecutivos.
De acordo com o atendente Alisson Henrique de Almeida, em alguns dos roubos, os suspeitos ainda chegaram a agredir as vítimas e ameaçar as vítimas.
— Na penúltima vez, eles se passaram por clientes e mandaram que eu pagasse tudo e entregasse a eles. Caso contrário, eles disseram que iriam me matar. Foram bastante agressivos.
Além do prejuízo, a família está com medo de trabalhar no bairro. A mulher de Almeida, Cristiane Simão Said, afirma que a falta de segurança na região está cada dia maior e não há como trabalhar com tranquilidade.
— É o medo que predomina. Por mais fé em Deus que a gente tenha, o medo prevalece porque não se tem segurança nenhuma. Nós só queremos trabalhar sem ter uma arma apontada para nossas cabeças.















