‘Mais de 100 ferroadas’: diz mãe de vítima de ataque de abelhas na Grande BH
Safira Emanuele, de 12 anos, segue internada no CTI pediátrico; menina está estável
Minas Gerais|Cler Santos, do R7
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“Ela estava bastante inchada, bem diferente da que eu conheço, quase parecendo outra menina.” O relato é de Luciene Gomes dos Santos, mãe de Safira Emanuele Gomes dos Santos Rosa, de 12 anos, que permanece internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) pediátrico após ser atacada por um enxame de abelhas em frente a uma escola, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Em entrevista à RECORD Minas, nesta quarta-feira (16), Luciene contou que a filha sofreu uma grande quantidade de picadas, principalmente no rosto, pescoço e cabeça. Segundo a mãe, os médicos estimaram que a menina tenha recebido mais de 100 ferroadas, mas a família acredita que o número possa ser ainda maior.
“Não tem como saber, foram bastante picadas. Nos braços, na nuca, na barriga, mas foi no rosto, no pescoço e na cabeça”, relatou. A menina também foi atingida na boca e na língua.
O ataque aconteceu na tarde de segunda-feira (14), por volta das 13h, no bairro Jardim Montreal. Safira estava acompanhada do avô, de 79 anos, e da irmã mais nova, a caminho da Escola Encontro com a Infância, quando uma colmeia teria caído de uma árvore próxima à entrada da instituição.
Segundo Luciene, a filha não percebeu a queda da colmeia e só se deu conta do que estava acontecendo quando já estava cercada pelos insetos.
Imagens registradas por testemunhas mostram a menina sendo atacada pelo enxame. Um motociclista que passava pelo local interrompeu o trajeto e ajudou a retirá-la da área de risco.
Durante a entrevista, a mãe assistiu às imagens do ataque pela primeira vez e ficou abalada. “Não sei nem te dizer. É desesperador”, afirmou.
O avô das crianças também foi picado, mas conseguiu correr e recebeu ajuda de pessoas que estavam nas proximidades. Ele passa bem. A irmã de Safira também precisou de atendimento médico.
Menina segue no CTI e não tem previsão de alta
Após o ataque, Safira foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sarzedo, onde recebeu os primeiros socorros. Devido à gravidade do quadro e à necessidade de acompanhamento especializado, foi transferida para uma unidade hospitalar em Contagem.
De acordo com a mãe, a menina está estável, mas permanece no CTI pediátrico. Exames apresentaram alterações, e a equipe médica continua monitorando o estado de saúde da paciente.
Luciene contou que a filha apresenta melhora desde segunda-feira, voltou a se alimentar e está menos inchada. Apesar da evolução, ainda não há previsão confirmada de alta.
“Está bem melhor comparando com os dias desde segunda. Desinchou um pouquinho, não muito, mas está melhorando aos poucos”, disse.
A família chegou a receber a possibilidade de liberação entre quinta-feira (17) e sexta-feira (18), mas a decisão depende da evolução clínica e dos resultados dos exames.
Aulas foram suspensas após ataque
O ataque também provocou a suspensão das atividades na Escola Encontro com a Infância. Segundo o Corpo de Bombeiros, a queda da colmeia fez com que as abelhas se dispersassem, atingindo crianças, adolescentes e pedestres que passavam pela Rua Flor de Liz.
Diante do risco de novos ataques, os alunos foram liberados, e a Polícia Militar foi acionada para auxiliar no isolamento da área.
Os bombeiros permaneceram no local até que a situação fosse controlada. A captura e a remoção das abelhas foram programadas para o período noturno, quando os insetos costumam se agrupar. As equipes retornaram ao endereço e finalizaram a ocorrência.
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