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Manifestantes escolhem reduto de torcida como palco de terceiro protesto em BH

Cercado pela PM no centro, grupo planeja ato na Savassi nesta terça-feira (17)

Minas Gerais|Do R7

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Polícia mudou estratégia para tentar impedir cenas de vandalismo como a ocorrida na delegacia do Detran durante a estreia do Brasil
Polícia mudou estratégia para tentar impedir cenas de vandalismo como a ocorrida na delegacia do Detran durante a estreia do Brasil

Grupos que protestam contra a FIFA, a remoção de famílias por causa da Copa e a cobrança de tarifa de transporte coletivo prometem se reunir na Savassi, a partir de 12h desta terça-feira (17), para a terceira manifestação marcada para Belo Horizonte nesta Copa do Mundo.

Para tentar driblar a polícia, que cercou os manifestantes na Praça Sete no último sábado (14), impedindo o trajeto até o Mineirão, jovens se reunem pela internet para tentar se fazer ouvir em uma das áreas mais tradicionais onde há torcedores reunidos para ver os jogos.


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Às 12h, integrantes da Assembleia Popular Horizontal devem ocupar a praça da Savassi, entre as avenidas Getúlio Vargas e Cristóvão Colombo, onde telões foram montados para atrair torcedores. Até a noite de segunda-feira (16), apenas 800 pessoas haviam confirmado presença no Facebook - cerca de 25% do número de confirmações costuma aparecer nos atos.


Na partida de estreia, contra a Croácia, ao menos 4.000 vibraram com a vitória do Brasil na Savassi e outros 15 mil na Fan Fest, no Expominas. Enquanto isso, no centro de BH, cerca de 300 manifestantes questionavam a realização da Copa e as exigências da Fifa. Na tentativa de ir à Savassi, o ato se espalhou na praça da Liberdade e houve confronto, quando um fotógrafo se feriu. Também vandalismo na avenida João Pinheiro, incluindo a destruição de uma viatura da Polícia Civil dentro do Detran e o apedrejamento do cinema Belas Artes e da sede da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Já no sábado (14), enquanto Colômbia e Grécia se enfrentavam no Mineirão, a Polícia Militar cercou os manifestantes na praça Sete e permitiu passeata apenas na pista que leva à praça da Estação. O caminho para o Mineirão foi bloqueado, e não houve confronto. Em nota. a Assembleia Popular Horizontal afirmou que a PM "desrespeitou a Constituição" ao "impedir a livre manifestação". Para a polícia, no entanto, o direito foi garantido, já que nenhuma expressão foi proibida e o caminho entre as praças estava liberado.

Ativistas e moradores de rua denunciaram agressões policiais. A repórter Karinny de Magalhães, da Mídia Ninja, denunciou ter sido espancada em uma companhia da Polícia Militar porque cobria a movimentação. A PM diz que ela participava de atos de vandalismo. O Ministério Público colheu depoimento da jovem e acompanha o caso.

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