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Mistério da ponte: estrutura some em MG e reaparece em cidade a 180 km de distância

Caso veio à tona após moradores relatarem que a ponte não era mais vista no local desde a última quinta-feira (4)

Minas Gerais|Júlia Duarte, do R7* e Matheus Trindade, da RECORD Minas*

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Investigações apontam que a retirada teria exigido o uso de equipamentos de grande porte Reprodução/PCMG

O desaparecimento de uma ponte metálica de aproximadamente 20 metros de extensão causou surpresa e mobilizou autoridades em Prados, a 181 km de Belo Horizonte. A estrutura, que integra a antiga ferrovia Oeste de Minas, localizava-se na zona rural conhecida como Rota 58, entre a comunidade da Estação de Prados e a Envernada, nas proximidades da BR-265.

O caso veio à tona após moradores relatarem que a ponte não era mais vista no local desde a última quinta-feira (4). Embora estivesse fora da rota de veículos, a estrutura ainda era utilizada por ciclistas que percorrem o antigo trajeto ferroviário, o que aumentou a preocupação com o desaparecimento.


Durante as investigações iniciais, equipes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Prefeitura Municipal de Prados (PMP) estiveram na área e identificaram indícios de uma ação organizada. Foram encontradas marcas de pneus de veículos pesados, vestígios compatíveis com o uso de maquinário, como retroescavadeira, e a presença de uma barreira de terra bloqueando um dos acessos ao local. Apesar disso, não foram encontrados fragmentos da estrutura, como parafusos ou peças metálicas, o que reforçou a hipótese de remoção completa.

Diante da repercussão, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou inquérito para apurar os fatos. As investigações apontam, inicialmente, que a retirada teria exigido planejamento e o uso de equipamentos de grande porte, como guindaste, carregadeiras e caminhão prancha, devido ao tamanho e ao peso da estrutura metálica.


Em atualização posterior, a PCMG informou que a ponte foi localizada no distrito de Mogol, zona rural do município de Lima Duarte, a 280 km de Belo Horizonte. Segundo as primeiras informações repassadas pela corporação, os adquirentes alegaram ter comprado a estrutura de um fazendeiro, por meio de um intermediador, e que o material estaria sendo destinado a um projeto instalado em área de reserva ambiental.

A Polícia Civil segue investigando a legalidade da negociação, a eventual responsabilidade dos envolvidos e as circunstâncias da retirada da estrutura. A perícia oficial também foi acionada para auxiliar na análise do caso.


O caso segue sob apuração e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades ao longo das investigações.

*Estagiária sob supervisão de Maria Luiza Reis

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