Morte causada por patinete elétrica levanta debate sobre segurança
Após vetar lei de vereadores que estabelecia regras para uso dos aparelhos pelas ruas de BH, prefeitura criou grupo para elaborar um novo projeto
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Record TV Minas

A morte de um empresário que caiu de uma patinete elétrica enquanto andava na região Central de Belo Horizonte levantou o debate sobre a necessidade da regulamentação do uso desses equipamentos na capital mineira. O corpo de Roberto Pinto Batista Júnior, de 43 anos, foi enterrado neste domingo (8).
Testemunhas contaram que Júnior saia do Mercado Municipal, quando caiu e bateu a cabeça em um bloco de concreto. A vítima sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, foi levada para o hospital com traumatismo craniano, mas não resistiu aos ferimentos, no final da noite deste sábado (7).
Esta foi a primeira morte causada pelo aparelho em Belo Horizonte, mas os acidentes já foram registrados em diversos outros casos. Iago Araújo mostra as escoriações no corpo com alívio por ter sobrevivido. O auxiliar de cozinha bateu em outro patinete enquanto trafegava também pela região central da capital mineira. Ele conta que estava a cerca de 22 quilômetros por hora, mas não tinha percebido a velocidade. Após o acidente, o homem mudou o posicionamento que tinha sobre os veículos elétricos.
— Com o aumento das patinetes e bicicletas, eu acho que deveria ter uma via só para patinetes ou regulamentações mesmo.
Regulamentação
Uma proposta de definição de regras para o compartilhamento de bicicletas, patins, patinetes e skates em BH foi feita pelos vereadores da cidade. Contudo, o projeto foi vetado, em julho deste ano, pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). Os vetos foram mantidos pela Câmara Municipal.
Na época, Kalil alegou que cabe ao Executivo discutir o assunto e não ao Legislativo. Segundo a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte), foi criado um grupo para elaborar o projeto que vai estabelecer as regras de uso do serviço na capital mineira.
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Eveline Trevisan, coordenadora de Meio Ambiente da BHTrans, diz que o grupo trabalha para fazer um projeto que vai garantir segurança aos usuários dos transportes e aos pedestres.
— As patinetes são muito recentes. Elas chegaram no mundo inteiro muito recentemente. A gente entende que há a necessidade de um estudo mais aprofundado para entender como essa circulação vai se dar.
Em nota, a Yellow - empresa que oferece o aluguel de patinetes e bicicletas em Belo Horizonte - lamentou a morte de Júnior e informou estar em contato com a família para prestar o apoio necessário. A empresa destacou que auxilia as autoridades locais para apurar as causas do acidente.
A Yellow, que não disponibiliza capacetes nos patinetes, reforçou que faz campanhas de conscientização dos usuários sobre a necessidade de usar equipamentos de segurança e respeitar a sinalização de trânsito.
Relembre a morte de Júnior:















