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Motorista de aplicativo suspeito de estuprar grávida durante corrida em BH é preso

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou relatos de outras mulheres que teriam sido assediadas pelo mesmo motorista

Minas Gerais|Isabela Guasti, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Motorista de aplicativo de 59 anos foi preso em Extrema, MG, suspeito de estuprar uma passageira grávida durante corrida em Belo Horizonte.
  • O crime ocorreu em 5 de abril, quando a vítima de 28 anos foi assediada e forçada a praticar sexo oral após ser obrigada a mudar de assento.
  • Investigações revelaram que o motorista desviou do trajeto normal e relatos de outras mulheres indicam comportamento similar.
  • O suspeito fugiu para Extrema e foi capturado; ele alegou consentimento, mas a polícia descartou sua versão com base nas provas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça Divulgação/PCMG

A Polícia Civil prendeu, em Extrema, no Sul de Minas, um motorista de aplicativo de 59 anos suspeito de estuprar uma passageira grávida de quatro meses durante uma corrida na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu na noite de 5 de abril, quando a vítima, de 28 anos, seguia do bairro Santa Maria, em Belo Horizonte, para Sarzedo.

Segundo as investigações, durante o trajeto, o motorista passou a fazer comentários de cunho sexual e insistir para que a mulher se sentasse no banco da frente. A vítima relatou que recusou diversas vezes, mas o suspeito parou o carro em um local isolado e exigiu que ela mudasse de lugar. Com medo, ela obedeceu.


Em entrevista à RECORD Minas, a mulher contou que o motorista continuou o assédio e passou a tocá-la sem consentimento. “Eu falei que era casada, que estava com meu marido desde os 14 anos. Aí ele insistia que ia ser meu amante. Pedia para eu passar para frente. Eu neguei umas cinco vezes, até que ele parou o carro e falou para eu passar para frente”, relatou. Ela também afirmou que implorou para que ele parasse. “Eu pedi, implorei, falei de coração: moço, não faz isso.”

De acordo com a delegada Larissa Mascote, responsável pelo caso, o homem obrigou a vítima a praticar sexo oral e tentou retirar suas roupas. A polícia apurou que ele se aproveitou da vulnerabilidade da passageira, que estava grávida e sozinha durante a corrida. Dados do aplicativo e do veículo mostraram que o motorista desviou do comportamento normal da viagem, trafegando em baixa velocidade e chegando a parar o carro com o motor desligado em um trecho isolado, o que corroborou o relato da vítima.


Durante as investigações, a Polícia Civil identificou relatos de outras mulheres que teriam sido assediadas pelo mesmo motorista em corridas por aplicativo. No entanto, apenas uma delas concordou em prestar depoimento formal. Ela afirmou que embarcou no veículo poucos minutos após a primeira vítima e também sofreu assédio verbal, além de ter percebido uma tentativa de alteração no trajeto.

Após o caso ganhar repercussão, o suspeito fugiu para Extrema, onde estava trabalhando como porteiro havia apenas um dia. Ele foi localizado após trabalho de monitoramento e inteligência policial. Em depoimento, admitiu que manteve relações sexuais com a vítima, mas alegou que os atos foram consensuais e chegou a afirmar que teria sido assediado por ela. A versão foi descartada pela polícia diante das provas reunidas ao longo da investigação.


O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil acredita que novas vítimas possam procurar as autoridades após a prisão e reforça que denúncias de crimes sexuais são tratadas sob sigilo.

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