MP decide não denunciar professor por abusos em escola particular
Investigações do órgão e da Polícia Civil concluíram que não há provas de que o jovem de 22 anos tenha abusado dos alunos na escola de Belo Horizonte
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) informou, nesta quarta-feira (13), que decidiu não denunciar o ex-auxiliar de professor que havia sido acusado de abusar sexualmente de alunos em um colégio particular da região Nordeste de Belo Horizonte.
De acordo com a 26ª Promotoria de Justiça Especializada de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belo Horizonte, os promotores entenderam que não há provas para denunciar o estudante de educação física Hudson Nunes, de 22 anos.
Nesta segunda-feira (11), o órgão enviou à Justiça um pedido de arquivamento do inquérito. A expectativa é que a juiza Marixa Fabiane de Lopes Rodrigues, da Vara Especializada em Crime contra a Criança e o Adolescente, analise o documento na tarde desta quarta-feira.
O caso
No dia 29 de setembro, a mãe de um estudante de três anos do Colégio Magnum procurou a polícia afirmando que suspeitava que o filho estaria sendo vítima de abuso sexual dentro da escola. A mulher relatou que o menino passou a ter comportamento em casa, como querer beijar a boca dela – ato que não seria hábito na família. Ao perguntar à criança quem teria a ensinado a beijar daquela forma, o menino teria dito o nome do auxiliar de professor Hudson Nunes. Após a divulgação da denúncia na empresa, outras seis famílias relataram aos investigadores que também suspeitavam de possíveis abusos
Após a conclusão do inquérito da Polícia Civil, a delegada Renata Ribeiro, explicou que o modo como os pais perguntaram aos filhos se eles teriam passado por alguma situação de assédio na escola foi baseando em perguntas diretas. Assim, não teria havido um relato espontâneo por parte das crianças. Apesar do parecer, os peritos destacaram que as famílias agiram corretamente ao procurar as autoridades policiais para relatar o caso.
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Ao todo, a Polícia ouviu 41 pessoas, entre crianças, familiares, representantes da escola e o suspeito do crime. Hudson Nunes foi afastado do colégio durante as investigações e, após a conclusão do caso, a escola o convidou para voltar a integrar o quadro de funcionários. O jovem, contudo, ainda não aceitou o convite.
Na época, o colégio parabenizou o trabalho dos investigadores e informou que adotou uma série de medidas dentro da instituição para evitar a ocorrência de novos casos como este. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Nunes para comentar o pedido de arquivamento.
* Colaborou o estagiário Matheus Oliveira, da Record TV Minas















