MP pede aprofundamento de investigação sobre primo de idosa morta em latrocínio em BH
Segundo a denúncia, ele indicou a diarista para trabalhar na casa, recebeu uma ligação durante o crime e não tomou nenhuma providência
Minas Gerais|Fábio Galdino, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu o aprofundamento das investigações para apurar uma eventual participação de Vinícius Moreira Mitre, primo de Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, no latrocínio que terminou com a morte da idosa e do marido, Cláudio Atala Inácio, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O pedido consta na denúncia apresentada nesta quarta-feira (29) contra a diarista Paola Stefany Neto Cirino e o comerciante Leonardo do Nascimento.
belo. A denúncia destaca ainda que há fortes indícios de que a diarista já chegou ao apartamento preparada para cometer o roubo e sabendo da condição financeira das vítimas.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é que Paola ligou para Vinícius enquanto o latrocínio ainda estava em andamento. De acordo com a versão apresentada pelo próprio primo da vítima, a diarista informou, por telefone, que Maria Clotilde não estava passando bem. Ainda assim, conforme a denúncia, ele não tomou qualquer providência diante da informação.
Diante desses elementos, o Ministério Público entendeu que ainda há fatos a serem esclarecidos e requereu o desmembramento da investigação em relação a Vinícius Moreira Mitre. O objetivo é permitir que a Polícia Civil dê continuidade às apurações para verificar se houve ou não participação dele nos fatos. Até o momento, ele não foi denunciado.
Na mesma denúncia, o MPMG acusa Paola Stefany pelos crimes de latrocínio, fraude processual e furto mediante fraude. Leonardo do Nascimento foi denunciado por furto mediante fraude, acusado de participar do uso dos cartões bancários pertencentes ao casal após o crime.
Relembre o crime
O casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, no dia 29 de junho.
As investigações da Polícia Civil apontaram que a principal suspeita era a diarista Paola Stefany Neto Cirino, contratada para realizar uma faxina no imóvel. Ela foi presa em um hotel na cidade de Itabira, poucas horas após o crime, quando, segundo a investigação, tentava fugir com o filho para outro estado.
Durante a apuração, a Polícia Civil recuperou parte dos bens roubados, identificou pessoas que compraram os objetos levados do apartamento e concluiu que a motivação do crime foi patrimonial. Conforme a investigação, após matar o casal, Paola vendeu relógios, joias e outros pertences por valores muito abaixo do mercado, utilizou cartões bancários das vítimas e tentou apagar vestígios da cena do crime antes de fugir.
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