Minas Gerais Mulher de 60 anos pode ter morrido intoxicada por cerveja em MG

Mulher de 60 anos pode ter morrido intoxicada por cerveja em MG

Secretaria de Saúde de Pompéu confirmou que moradora da cidade esteve em BH e consumiu a bebida da marca Backer em dezembro passado

Estado já investiga 17 contaminações suspeitas

Estado já investiga 17 contaminações suspeitas

Divulgação / Backer

Uma moradora de Pompéu, a 168 km de Belo Horizonte, pode ser a segunda pessoa morta em decorrência de uma possível contaminação pela cerveja Belorizontina, da marca Backer.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde da cidade, que notificou o Governo estadual sobre a situação.

Fernanda Guimarães Cordeiro, secretária de saúde de Pompéu, explicou ao R7 que a mulher de 60 anos esteve em Belo Horizonte entre os dias 15 e 21 de dezembro passado. Segundo relatos da família, a vítima teria consumido a bebida durante a viagem.

— Foi detectado que a paciente apresentou os mesmos sintomas identificados nos casos já investigados.

A vítima, que não teve a identidade divulgada, foi internada em 25 de dezembro na Santa Casa de Misericórdia de Pompéu com dores abdominais e náuseas e morreu três dias depois.

A prefeitura aguarda retorno da Secretaria de Estado de Saúde para saber se o caso vai ser contabilizado dentro das investigações da doença que está sendo chamada de síndrome nefroneural.

Até o momento, o Governo de Minas confirmou 17 notificações suspeitas, sendo 16 registros de pacientes homens e um de mulher. Um homem de 55 anos, morador de Ubá, a 240 km de BH, e que esteve na capital mineira, morreu após dias internado.

Investigação

Fábrica da cervejaria foi interditada pelo Governo

Fábrica da cervejaria foi interditada pelo Governo

Gisele Ramos / Record TV Minas

Peritos da Polícia Civil identificaram as substâncias anticongelantes monoetilenoglicol e dietilenoglicou em garrafas e no taque de resfriamento usado na produção da cerveja Belorizontina. Segundo o laudo, três lotes da bebida estariam contaminados.

O mesmo produto foi encontrado em exames de quatro pacientes internados em Minas Gerais com uma doença misteriosa que causa insuficiência renal aguda e alterações neurológicas, como paralisa facial. A força-tarefa formada por órgãos municipais, estaduais e federais investigam se há relação entre os casos.

Leia também: Médico acredita que anticongelante causou doença misteriosa

Em comunidado feito na manhã desta terça-feira (14), a direção da Backer informou que está cooperando com a apuração das ocorrências e pediu que os consumidores não bebam a cerveja Belorizontina e a Capixaba, que é o nome dado ao mesmo produto no Espírito Santo.

A fábrica da empresa em Belo Horizonte foi interditada e o Ministério da Agricultura ordenou o recolhimento de todos as cervejas e chopes da marca produzidos a partir de outubro passado. A companhia entrou na Justiça contra a decisão.