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Mulher denuncia ação da PM que resultou na morte de tia em Itambacuri (MG)

Segundo a denúncia, outras três pessoas da família se feriram, além de dois militares 

Minas Gerais|Do R7

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Caso aconteceu na semana passada na zona rural de Itambacuri
Caso aconteceu na semana passada na zona rural de Itambacuri

Uma mulher denunciou em suas redes sociais o que classificou como sendo uma ação de "imprudência e despreparo" da PM (Polícia Militar) na semana passada em Itambacuri, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Ela acusa os militares de matarem sua tia idosa com dois tiros e ainda balearam dois de seus primos, ambos com problemas mentais.

Segundo Fátima de Souza, seis militares invadiram a residência dos tios na madrugada de 17 de fevereiro durante o cumprimento de um mandado de prisão. Eles procuravam por dois suspeitos de crimes cometidos na região, sendo que um deles seria neto do casal de idosos que mora no imóvel.


No entanto, ao ouvir o barulho da porta sendo arrombada, o idoso acordou, pegou uma arma e acabou atirando e atingindo um militar. Diante da situação, os policiais reagiram e acabaram matando a mulher e ferindo dois de seus filhos. Já o idoso, segundo conta a sobrinha, teria sido preso e torturado.

— Não encontraram bandidos, mas tentaram fazer uma chacina no lugar. Mataram, balearam inocentes e torturaram um senhor de 73 anos, mesmo depois dele dominado e algemado.


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Fátima relatou ainda que no dia anterior a PM teria localizado os suspeitos procurados no bairro Coqueiros. No entanto, na ocasião, os militares não teriam efetuado a prisão de nenhum deles. 

— Talvez se os tivessem capturado naquele dia, quando tiveram a chance, teriam evitado tanta tragédia.


Conforme a ocorrência policial sobre o fato, a PM recebeu uma denúncia anônima de que os dois procurados estariam na casa dos idosos. Mas, quando os policiais chegaram ao endereço indicado eles foram surpreendidos pelos avós do suspeito, que estavam armados com uma arma e uma faca. Houve troca de tiros e a mulher acabou sendo atingida e morreu no local. 

Além disso, um tenente foi atingido por um golpe de faca no peito e um cabo foi baleado no maxilar. Ambos foram socorridos pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) para o Hospital Santa Rosália, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Mas, a ocorrência não fala sobre a prisão do idoso ou sobre os ferimentos em seus filhos.

A reportagem tentou falar com Fátima de Souza, mas ela não foi encontrada. Já a PM divulgou à imprensa uma entrevista concedida pelo coronel Aroldo Pinheiro a uma rádio do Vale do Mucuri. Nela, o policial afirma que a morte da idosa poderia ter sido evitada se a família não guardasse armas em casa.

— Se aquela casa não tivesse abrigados infratores na véspera ou, se tivessem abrigado os infratores, mas não tivesse armas, a senhora não tinha morrido. Então, a ação ao meu ver e à luz da legislação é uma ação legal porque os policiais militares foram lá cumprir um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão.

Ele também garantiu que os policiais foram recebidos a tiros e apenas reagiram à violência praticada pela família. Ele também não informou sobre as outras duas pessoas que supostamente foram baleadas na casa e também sobre o idoso ferido, mas ressaltou que a ação da PM foi legal.

— Então, decidiu o Supremo Tribunal Federal, que a entrada na residência em flagrante delito pode sim ser realizada sem mandado de prisão, sem mandado de busca e apreensão, inclusive à noite. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, ao entrar na residência, onde se tem razões para entrar, e não se encontre nada, isso não se configura um crime ou violação.

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