Pais de bebê desaparecido são presos por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver em Lagoa Santa (MG)
Os suspeitos foram levados para interrogatório e, até o momento, não há informações sobre o paradeiro da criança
Minas Gerais|Núbia Roberto e Victor Assunção*, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (2), os pais de um bebê de apenas oito meses, que está desaparecido desde novembro do ano passado. Eles foram detidos após a Justiça acatar o pedido de prisão apresentado pela corporação e respaldado pelo Ministério Público. Segundo o delegado responsável pelo caso, Flávio Teymeny, os dois são investigados por abandono de incapaz, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Os suspeitos foram levados para interrogatório e, até o momento, não há informações sobre o paradeiro da criança. A investigação ganhou força após familiares procurarem a Polícia Militar relatando que a mãe havia enviado mensagens afirmando que o filho estava morto, mas apresentando versões diferentes sobre as circunstâncias do suposto óbito.
Durante diligências realizadas na residência do casal, em Lagoa Santa, militares encontraram um ambiente em situação precária, com grande quantidade de lixo, garrafas de bebidas alcoólicas e vestígios de uso de drogas. Segundo o boletim de ocorrência, os pais admitiram ser usuários de entorpecentes e apresentavam sinais de alteração psicomotora no momento da abordagem.
Ao serem questionados, os dois apresentaram relatos contraditórios sobre o desaparecimento da criança. Em uma das versões, a mãe afirmou que uma mulher teria matado o bebê em Ipatinga, no Vale do Aço. Posteriormente, alegou que a criança teria sido encontrada sem sinais vitais após dormir na mesma cama que os pais e que a mesma mulher teria levado o corpo.
Já o pai declarou aos policiais que a mãe costumava administrar clonazepam ao filho para fazê-lo dormir e que, em uma ocasião, teria exagerado na dosagem. Segundo ele, após encontrarem o bebê sem vida, o corpo teria sido entregue à suposta mulher de Ipatinga, que o descartou em um rio próximo ao local onde estavam hospedados.
As investigações também apontaram que não foram encontrados vestígios da presença recente de uma criança no imóvel, como roupas, brinquedos ou outros objetos infantis. Diante das inconsistências nos depoimentos, da ausência do bebê e da impossibilidade de os pais informarem seu paradeiro, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do casal, que agora segue à disposição da Justiça enquanto as buscas pelo bebê continuam.
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