PF desarticula divisão do PCC que movimentou R$ 7 mi em 8 meses
Segundo as investigações, dinheiro obtido por meio do tráfico de drogas financiava a facção criminosa; 52 mandados de prisão são cumpridos
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (9), uma operação para desarticular a base financeira da facção criminosa paulista conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital). As investigações apontam que o grupo movimentou R$ 7 milhões nos últimos oito meses com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, o dinheiro obtido por meio do tráfico era usado para financiar as ações do grupo. As movimentações bancárias eram feitas por pessoas sem ligação com a facção. Além disso, os suspeitos faziam as transações com valores baixos e em várias contas para não chamar atenção do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de prisão preventiva, 48 de busca e apreensão e 45 de sequestro ou bloqueio de valores e contas bancárias.
Os alvos da operação estão em 20 cidades de quatro Estados. São elas: Uberaba (MG), Conceição da Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), São Paulo(SP), Ribeirão Preto(SP), Itaquaquecetuba(SP), Embu das Artes (SP) e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.
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Embora a maior parte dos mandados estejam sendo cumpridos no Paraná, a operação está sob a responsabilidade da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), em Belo Horizonte. Além da PF, as Polícias Civil e Rodoviária Federal e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais também fazem parte do grupo.
A operação foi batizada de “Caixa-forte”. Os presos são investigados pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Núcleo financeiro
Na última terça-feira (6), uma outra operação da PF desarticulou a divisão do PCC apontada como responsável pelo recolhimento, gerenciamento e emprego de valores para financiamento de crimes nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais.















