Minas Gerais PF investiga fraudes em licitação da Saúde em Barbacena (MG)

PF investiga fraudes em licitação da Saúde em Barbacena (MG)

Corporação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária em Barbacena, Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima

  • Minas Gerais | Matheus Renato Oliveira, do R7*

PF cumpriu mandados de busca e apreensão

PF cumpriu mandados de busca e apreensão

Divulgação / Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (21), 13 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Barbacena, Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima.

A 'Operação Desvia' investiga crimes de fraude em licitação, de corrupção e de desvio de recursos públicos na aquisição de equipamentos médicos hospitalares, nos anos de 2015 e 2016, pela Secretaria Municipal de Saúde de Barbacena.

Segundo o órgão, a investigação, iniciada a partir de fiscalização realizada pela CGU (Controladoria Geral da União), revelou que o Ministério da Saúde transferiu ao município de Barbacena o montante de R$ 3,5 milhões para aquisição de 126 equipamentos hospitalares a serem destinados ao Hospital Geral de Barbacena.

No entanto, a Secretaria de Saúde do referido município utilizou toda a verba transferida pela União na aquisição de apenas 46 equipamentos, o que resultou em um superfaturamento de cerca R$ 1,4 milhão, comparando-se os valores da aquisição e aqueles praticados no mercado.

Ainda segundo a Polícia Federal, também foi verificado que no final do ano de 2016, uma funcionária da Secretaria de Saúde de Barbacena carimbou e assinou nota fiscal fria, simulando o recebimento do Cromatógrafo (aparelho automatizado de cromatografia líquida de alta pressão HPLC), destinado à realização de exames laboratoriais, cujo valor de aquisição foi de cerca de R$ 656 mil, superando em mais de 600% o valor original de R$ 90 mil proposto pelo Ministério da Saúde.

As quebras de sigilos bancário e fiscal realizadas no curso das investigações revelaram que essa mesma funcionária da Secretaria de Saúde e alguns de seus familiares receberam valores monetários em suas contas bancárias, transferidos por pessoas vinculadas à empresa fornecedora dos equipamentos.

Como tentativa de reaver os valores desviados, outras medidas judiciais foram tomadas, como o seqüestro bens imóveis, veículos e ativos financeiros em nome dos investigados.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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