PF ouve ex-senador e parentes sobre vacinação ilegal em BH
Investigadores querem descobrir se grupo recebeu o suposto imunizante contra covid-19 em uma garagem de ônibus na cidade
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A Polícia Federal ouve, nesta quarta-feira (14), o ex-senador Clésio Andrade e parentes que teriam recebido a suposta vacina contra a covid-19, em uma garagem de ônibus em Belo Horizonte, no mês de março.
De acordo com a Polícia Federal, os investigadores vão ouvir quatro pessoas nesta tarde.
Segundo a equipe de Clésio Andrade, o político que também já foi vice-governador de Minas Gerais, vai prestar depoimento, de forma virtual, às 15 horas. Andrade teve um primeiro depoimento marcado para a última semana, mas alegou que teve contato com um infectado com o coronavírus e não compareceu.
Em reportagem que revelou o caso, Clésio Andrade disse à revista Piauí que foi vacinado gratuitamente na garagem. Questionado pelo R7, ele negou as declarações e afirmou que estava em isolamento no Sul de Minas Gerais.
Em novo contato com a reportagem, Andrade disse que esteve na garagem, mas que não teria sido vacinado. Segundo ele, apenas parentes teriam recebido o imunizante. O político disse, ainda, que não iria informar quais familiares para não expô-los.
Investigação
A Polícia Federal ainda não descobriu se as vacinas aplicadas pela falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas são falsas. Na casa dela foram encontradas seringas novas e usadas, soro fisiológico e imunizantes contra gripe.
Algumas pessoas que teriam contratado os serviços da mulher que é cuidadora de idosos fizeram exames que indicaram que elas não estão imunes contra a covid-19. Os laudos foram entregues à polícia e vão passar por perícia.
Cláudia ficou presa por quatro dias e foi solta após conseguir um habeas corpus, no último dia 3 de abril. No último dia 8, a Justiça Federal atendeu um pedido da defesa da investigada e anulou os pedidos de prisão que foram classificados como ilegais.















