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Pimentel confirma cortes de R$ 2 bilhões no orçamento deste ano

Segurança pública deve perder R$ 360 milhões; governador diz que situação é "grave"

Minas Gerais|Do R7

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Petista detalhou cortes; na próxima semana, deve apresentar projeto de fusão de secretarias
Petista detalhou cortes; na próxima semana, deve apresentar projeto de fusão de secretarias

O governador Fernando Pimentel (PT) confirmou nesta segunda-feira (22) que o orçamento do Estado vai sofrer cortes de R$ 2 bilhões ainda em 2016. Citando a situação "muito grave" das contas de Minas, o petista disse que vai se "desdobrar" para que os cortes não afetem os serviços públicos.

Apesar de elevar o previsto para educação em R$ 125 milhões, para atingir o índice obrigatório de investimento na área, Pimentel vai tirar R$ 360 milhões do custeio em segurança pública, o que pode gerar novos protestos nas polícias Civil e Militar. A saúde também deve perder cerca de 25%.


— Estamos fazendo um esforço muito grande para ajustar as contas do Estado. É um momento difícil que exige decisões corajosas, vamos enfrentar. Vamos nos desdobrar para que este corte não signifique prejuízo para a população no fornecimento de serviços.

O orçamento prevê R$ 92 bilhões para o custeio da máquina estadual este ano, mas 90% do previsto já está comprometido com pagamento de servidores e precatórios, além dos mínimos constitucionais previstos para as áreas da saúde (20%) e da educação (25%). O déficit pode atingir R$ 8,9 bilhões neste ano, o que Pimentel caracterizou como a mais grave crise no caixa estadual nos últimos 30 anos.


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Na próxima semana, o governador deve enviar à Assembleia um projeto de reforma administrativa, com o corte de cargos comissionados e redução de secretarias.

Oposição critica


O bloco de oposição na Assembleia, Verde e Coerência, divulgou nesta tarde um comunicado em que critica as medidas, pois Pimentel "não diminuiu os supersalários dos secretários" e "preferiu penalizar a população ao cortar investimentos".

— Por outro lado, não há qualquer menção à redução de gastos em publicidade ou com despesas governamentais, como alimentação de luxo e decoração que devem consumir R$ 700 mil dos cofres públicos neste ano — diz o texto.

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