Polícia prende quadrilha que roubava relógios de luxo em BH
Bando, do interior de São Paulo, agia com frequência na capital mineira
Minas Gerais|Do R7

A Polícia Civil prendeu uma quadrilha especializada em roubar relógios de luxo. O grupo, que tinha como reduto as cidades paulistas de Sumaré e Taboão da Serra, praticou diversos crimes em Belo Horizonte. Três deles já tinham sido detidos após uma ação ousada na avenida Raja Gabaglia.
Apontados como os dois principais integrantes do bando, Welldel César Carral e Daniel Rodrigues da Silva foram trazidos para a capital mineira, sendo encaminhados ao Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) da Gameleira. No local, já estava preso o comparsa Manoel Raimundo de Abreu Costa, comparsa dos dois, que foi o primeiro a ser capturado pela PC na cidade.
De acordo com o delegado Henrique Canedo, durante o cumprimento dos mandados em São Paulo a equipe mineira constatou que os outros quatro integrantes da quadrilha já estavam detidos em decorrência de envolvimento em outros crimes cometidos no Estado, permanecendo por lá. Durante a operação foram cumpridos também mandados de busca e apreensão que resultaram na recuperação de três relógios supostamente roubados.
Segundo a polícia, a quadrilha agia com frequência na capital. Eles priorizavam bairros da região centro-sul, visando escolher suas vítimas entre pessoas de alto poder aquisitivo e comumente utilizam relógios de luxo.
A busca pelas vítimas era feita em estabelecimentos comerciais e avenidas de grande circulação. Após localizarem uma pessoa que estivesse usando um relógio de luxo, um dos integrantes da quadrilha deslocava em uma motocicleta, sob a escolta de um carro ou de outra moto, e praticava o roubo. O relógio era rapidamente repassado para outro comparsa, dificultando a recuperação do produto pela vítima ou pela Polícia Militar, caso o bando fosse interceptado.
Ostentação
Os membros do grupo tinham um padrão de vida elevado, circulando em carros de luxo e utilizando relógios também de marcas famosas. Durante os assaltos, as vítimas relataram que o apoio aos motociclistas que anunciavam o roubo era feito por comparsas que estavam a bordo de veículos da marca Tiguan e Santa Fé. Porém, eles não usavam armas de grosso calibre em suas abordagens, para não chamar a atenção de outras pessoas, já que agiam sempre em locais públicos.















