Pouco mais de dois meses após primeira batida, ônibus atinge novamente imóvel no Boa Vista, em BH
Coletivo da linha 9550 invadiu loja, derrubou um barracão e danificou pela segunda vez o carro da família
Minas Gerais|Quéren Quézia*, Stéphanie Lisboa e Isabella Guasti, da RECORD Minas
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Pouco mais de dois meses após um ônibus atingir um imóvel no bairro Boa Vista, na região Leste de Belo Horizonte, outro coletivo da mesma linha bateu novamente no local. O acidente aconteceu por volta das 17h50 dessa quinta-feira (20), na rua Maria Francisca.
Segundo a proprietária, o ônibus da linha 9550 fazia uma curva quando invadiu a loja. Desta vez, o veículo teria avançado ainda mais e derrubado um barracão localizado nos fundos do imóvel. Ninguém ficou ferido.
O carro do irmão da comerciante também foi atingido e ficou danificado. Conforme a mulher, o veículo já era alvo de uma discussão judicial devido aos prejuízos provocados pela primeira batida, registrada em 15 de junho deste ano.
A proprietária contou que a estrutura do imóvel ainda estava danificada desde o acidente anterior. No local, havia sido instalado apenas um tapume e colocada uma caixa-d’água, já que a mãe dela teria ficado vários dias sem abastecimento.
Na primeira ocorrência, ainda segundo a comerciante, o ônibus foi retirado antes da chegada da polícia. Na ocasião, os militares teriam orientado que o veículo não deveria ter sido removido. Por isso, desta vez, a família decidiu não permitir a retirada do coletivo, que permaneceu no imóvel à espera das autoridades.
A Polícia Militar informou que foi acionada e aguardava o atendimento da BHTrans. O SetraBH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) afirmou que acompanha o caso.
Após o primeiro acidente, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que o ônibus envolvido era do ano de 2026 e possuía autorização de tráfego válida até maio de 2028. Na época, o município também afirmou que as causas e as circunstâncias da batida seriam apuradas pelos órgãos competentes.
*Estagiária sob supervisão de Stéphanie Lisboa e Isabella Guasti
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