Prefeitura de BH vai ao MP contra líderes da greve dos professores
Justiça já declarou a greve ilegal e determinou que trabalhadores voltem à sala de aula; líderes podem até ser presos se a paralisação continuar
Minas Gerais|Shirley Barroso, da RecordTV Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte vai acionar o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) para que a decisão da Justiça que determinou o fim da greve dos professores da rede municipal seja cumprida. Os trabalhadores em educação decidiram em assembleia nesta segunda-feira (9) estender, pelo menos até amanhã, a paralisação da categoria.
Segundo o secretário de Planejamento e Gestão, André Reis, os professores, representados pelo Sind-Rede (Sindicato dos Trabalhadores da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte), teriam aceitado uma proposta da prefeitura na última sexta-feira (6), mas decidiram manter a greve durante uma reunião ontem.
Para ele, a prefeitura não tem mais o que fazer e a proposta está no limite do que a administração pode realizar.
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Proposta
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a proposta apresentada na última sexta-feira (9) contempla reajuste de 58,42% sobre o vencimento-básico dos professores da educação infantil e 12,59% para os professores do ensino fundamental.
O Executivo também reafirma que paga valor proporcional acima ao do piso nacional para a categoria. Segundo dados da prefeitura, para uma jornada semanal de 22h30, o piso prevê R$ 1.623,51 e o valor pago hoje aos professores municipais é R$ 1.969,85. A partir de abril, após o resjuste, o vencimento iria a R$ 2.171,76.
Uma nova assembleia do Sind-Rede está marcada para esta quarta-feira (11). Em nota divulgada no site oficial, o sindicato disse que considerou a proposta da prefeitura insuficiente. "Além disso, classificaram como escandalosa a imposição de que não houvesse mais greves", diz a nota.















