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Presas doam leite materno para bebês internados em CTI de maternidade em BH

Doações garantem reforço no suprimento de leite da Maternidade Sofia Feldman

Minas Gerais|Do R7

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Uma parceria realizada entre a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) e a Maternidade Sofia Feldman, em Belo Horizonte, tem garantido um reforço no suprimento de leite à unidade de saúde. A doação está sendo feita por mães que cumprem pena no CRGPL (Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade) e que estão com leite excedente da amamentação dos filhos.

De acordo a diretora-geral do CRGPL, Eliane Paixão, a iniciativa surgiu ao perceber que sobrava leite na instituição. Além disso, ela destacou a importância do leite materno, principalmente para crianças recém-nascidas internadas em CTI's (Centros de Tratamento Intensivo). 


— Me incomodava ver todos os dias leite materno sendo desperdiçado aqui no Centro de Referência. Algumas mulheres têm muito leite. Dá pra amamentar o filho e ainda sobra bastante.

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Uma das detentas que está participando do projeto é Nicelda Saraiva de Moura, de 35 anos. Ela passou pela gravidez do quarto filho no CRGPL e conta que já havia passado pela situação de ter um filho no CTI e dependendo de doações.


— Eu sei o que é ver um filho naquele lugar, é uma situação muito triste, e poder ajudar essas mães e essas crianças, estando aqui, é muito gratificante.

Segundo a enfermeira e presidente do Comitê de Aleitamento Maternal do hospital, Cintia Ribeiro, a doação reforça a parceria entre as instituições, que já atende as detentas grávidas. A primeira etapa do projeto, um treinamento para as mães presas, já foi aplicado pelo comitê.


— Nós já atendemos o CRGPL. Muitas presas dão à luz no Sofia Feldman e uma vez por semana vamos até a unidade fazer atendimento médico. É muito importante essa nova ação para firmar ainda mais essa troca, além de ajudar a salvar a vida de bebês.

Conforme a diretora do CRGPL, após o treinamento realizado com as detentas, todas se dispuseram a doar o excedente de leite, inclusive as grávidas. Atualmente, o centro abriga 34 lactantes, que ficam na unidade até os filhos completarem um ano de idade.

Coleta

Segundo a Seds, uma sala da unidade foi equipada com freezer, lavabo com material de higienização das mãos e das mamas, um sofá para a amamentação e uma cadeirinha para as crianças mais crescidas para a realização da coleta de leite para doação.

A maternidade está fornecendo potes de vidro esterilizados para o armazenamento do leite, além de toucas e máscaras descartáveis. O pote é etiquetado com dados da lactante, a data e o horário da retirada do leite, que é congelado e tem de ser consumido em até 14 dias. 

Uma vez por semana uma equipe do hospital vai ao CRRGPL buscar os potes, que são acompanhados de um formulário com os dados de saúde da doadora. O leite passa pela Maternidade Odete Valadares, onde é pasteurizado, antes de ser disponibilizado no Sofia Feldman para o consumo de bebês internos no CTI da instituição.

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