Logo R7.com
RecordPlus

Professores da UFMG desenvolvem respirador hospitalar de baixo custo

Equipe do Colégio Técnico da UFMG criou equipamento que pode operar por 40 minutos sem energia; objetivo é produção em larga escala

Minas Gerais|Raquel Rocha, da Record TV Minas

  • Google News

Uma equipe de professores do Colégio Técnico da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) desenvolveu um respirador hospitalar de baixo custo e com fabricação simplificada. O aparelho tem a capacidade de operar até sem energia elétrica.

A ideia surgiu após os professores perceberem a situação caótica dos hospitais europeus durante os primeiros meses da pandemia. O respirador criado pela equipe docente é composto por 15 peças, pesa cerca de 10 kg e tem um custo de fabricação menor que R$ 7.000. Para se ter uma ideia, os respiradores comprados em abril pelo Governo Federal custaram R$ 50 mil.


Respirador de baixo custo foi criado por pesquisadores
Respirador de baixo custo foi criado por pesquisadores

Todo o processo de criação do aparelho se deu na oficina do Colégio Técnico da UFMG, que fica na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O professor Giovani Azevedo, um dos integrantes do projeto, destaca a importância da estrutura do local para a criação do respirador

— Esse espaço da oficina é muito privilegiado, pois temos diversos equipamentos profissionais, de usinagem, a nossa disposição. São ótimos recursos que estavam a disposição e nos beneficiaram neste momento.


Veja: Polícia recupera respiradores de R$ 250 mil roubados em Minas Gerais

Inicialmente, a equipe utilizou sucata para construir o equipamento. As peças mais caras, que não podiam ser fabricadas na oficina, foram compradas através de recursos liberados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O respirador criado pela equipe funciona de forma mecânica. Por isso, tem a capacidade de continuar fornecendo oxigênio por cerca de 40 minutos mesmo sem energia elétrica.

O projeto está em estágio avançado e os primeiros protótipos já estão sendo testados. O objetivo dos professores é obter a homologação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, depois, levar a proposta para alguma empresa que possa fabricar os respiradores em escala industrial.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.