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Réus da chacina não apontam provas de envolvimento com Antério Mânica 

Ex-prefeito, empresário é julgado pelas mortes de três fiscais e motorista em 2004

Minas Gerais|Do R7

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Antério foi eleito prefeito de Unaí por dois mandatos.
Antério foi eleito prefeito de Unaí por dois mandatos.

Enquanto parentes das vitimas da Chacina de Unaí e auditores fiscais protestavam na porta da Justiça Federal empilhando sacos de feijão em forma de cruz, o "Rei do Feijão", Antério Mânica, passava pelo primeiro dia de julgamento. Nesta quarta-feira (4) ele sentou no banco dos réus doze anos depois da morte de três fiscais e um motorista no noroeste de Minas. 

O ex-prefeito da cidade, eleito e reeleito pelo PSDB enquanto estava na cadeia e atualmente sem partido, entrou no prédio sorrindo e em silêncio, o que revoltou os manifestantes. As testemunhas ouvidas no primeiro dia divergiram sobre a suposta participação do empresário nas mortes. 


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Hugo Alves Pimenta, delator de Norberto Mânica no esquema, afirmou que não conheceu o irmão dele, Antério, antes de ser preso. Ele disse que só ouviu o nome do ex-prefeito de um dos pistoleiros já condenados, que disse que Antério estava nervoso em um Marea mandando "matar todo mundo". 

O pistoleiro Erinaldo Vasconcelos, na sessão do júri, disse que só soube que os mandantes eram os reis do feijão depois que foi preso, já que só teve contato com os intermediários. 


A promotoria tenta sensibilizar os jurados com os depoimentos dos familiares dos mortos e das autoridades envolvidas na investigação. O delegado Wagner Pinto apontou que a presença do Marea da esposa de Antério próximo a um posto de gasolina na noite anterior à chacina, onde houve encontro entre os pistoleiros contratados para os assassinatos e José Alberto Castro, é uma das provas da participação. O empresário teria ligado para a delegacia perguntando sobre o crime antes de todo mundo ser informado dos assassinatos. 

Condenações

Noberto Mânica e José Alberto de Castro foram condenados a 100 e 96 anos de prisão, respectivamente, em outubro de 2015. Os executores da chacina, Erinaldo Vasconcelos Silva, Rogério Allan Rocha Rios e Willian Gomes de Miranda, já cumprem pena pelos crimes. Eles foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri Federal em setembro de 2013, com penas que foram de 56 a 94 anos de prisão. Um dos acusados teve o processo extinto e um dos intermediadores morreu na cadeia em 2013.

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