Suspeito de envolvimento na morte de torcedor em BH é solto
Homem de 31 anos é investigado como responsável por ajudar na fuga de atirador; autor dos disparos ainda não foi preso
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O homem de 31 anos preso por suspeita de envolvimento na morte de um cruzeirense durante uma briga entre torcidas, na região leste de Belo Horizonte, em março deste ano, foi solto nesta sexta-feira (29).
A informação foi confirmada pela Sejusp (Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Minas Gerais). A reportagem procurou o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) para saber o motivo da soltura, e aguarda retorno.
Segundo a advogada Ana Beatriz Gomes, que representa o investigado, o cliente foi solto após o vencimento do prazo da prisão temporária. "Como o delegado não pediu renovação, os 30 dias terminaram, e ele saiu", disse a defesa.
A investigação inicial apontava Caio Cezar Alves do Santos como responsável por ajudar o autor dos disparos a fugir do local em uma moto. O suposto atirador foi identificado, mas ainda não foi preso. Na época, um terceiro homem, proprietário do veículo, foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos, mas foi liberado.
A briga que culminou na morte aconteceu horas antes de um clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG. O crime aconteceu no bairro Boa Vista, na região leste da capital mineira. O confronto teria sido marcado em redes sociais.
Um motociclista que passava pelo local também foi atingido, mas sobreviveu. Os suspeitos também são investigados por tentativa de homicídio contra a segunda vítima.
Vídeo
A reportagem teve acesso ao vídeo que motivou a prisão temporária de Santos e o pedido de prisão do possível autor. A gravação mostra o suposto atirador caminhando em direção a Santos, que estava em uma motocicleta.
Santos desce do veículo, momento em que o possível autor dos disparos sobe na moto. Em seguida, o suspeito desce do veículo e sai caminhando. Nesse momento, o vídeo é cortado.
Um parecer do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) ao qual a reportagem teve acesso descreve a cena com base em relato de uma testemunha. Segundo o documento, o suspeito de fazer os disparos correu em direção à torcida da Máfia Azul, com a arma em punho, e, após efetuar os tiros, teria dito a Santos que estava armado e, também, teria pedido a moto.
A testemunha confirmou que o possível autor só se deslocou por alguns metros, devolvendo o veículo em seguida. A testemunha também disse que Santos sugeriu ao suposto atirador que entrasse em alguma das casas. O homem teria tentado, mas teria optado por sair a pé do local.
"Em seguida ele provavelmente pede a Santos que saia da moto, todavia é possível perceber que, embora tenha descido da moto, Santos não permitiu que ele deixasse o local com ela. Não havia como ele saber que aquele homem poderia ser autor de um crime ocorrido minutos antes, mas, ainda que soubesse, ele não lhe prestou nenhum auxílio, ao contrário, ele negou que a moto fosse utilizada", alegou a defesa de Silva em petição enviada à Justiça.
Procurada, a Polícia Civil informou que o caso segue em investigação. "Todas as informações serão repassadas à imprensa após a conclusão do procedimento, para não prejudicar o andamento dos trabalhos investigativos", concluiu em nota.
Vítima
Rodrigo Marlon Caetano Andrade, então com 25 anos, foi atingido na barriga. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O jovem era diretor de uma torcida organizada na cidade de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Relembre o caso:















