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Suspeito de matar estudante em Juatuba tem histórico de crimes sexuais desde a adolescência

Delegado afirma que própria família passou a desconfiar do homem após desaparecimento da jovem em Minas Gerais

Minas Gerais|Do R7

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  • Ítalo Jefersson da Silva, preso por suspeita de matar a estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, tem um histórico criminal de crimes sexuais e patrimoniais.
  • A polícia e a família da jovem desconfiam do suspeito após ele confessar o homicídio, alegando legítima defesa durante uso de drogas.
  • Exames preliminares indicam lesões que podem sugerir violência sexual, mas a confirmação depende de laudos periciais.
  • Vanessa desapareceu em 9 de outubro e seu corpo foi encontrado no dia seguinte; o crime gerou comoção na comunidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante coletiva na Delegacia de Contagem, o delegado André Ribeiro detalhou que o investigado confessou o homicídio, mas alegou ter agido em legítima defesa após usar drogas com a vítima, justificativa considerada incompatível com os indícios já reunidos
Investigado confessou o homicídio, mas alegou ter agido em legítima defesa após usar drogas

A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou, na manhã desta sexta-feira (13), que não acredita na versão apresentada por Ítalo Jefersson da Silva, de 43 anos, preso suspeito de matar a estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Um dos pontos destacados pela investigação é o passado criminal do suspeito e a reputação que ele mantinha na cidade. De acordo com o delegado André Ribeiro, há relatos de que Ítalo pratica crimes sexuais desde a adolescência, o que teria contribuído para que ele não conseguisse emprego e fosse alvo de desconfiança social.

“Na cidade ele não conseguia trabalho, ninguém confiava nele. Ele já tem histórico de práticas de crimes patrimoniais e também de índole sexual”, disse.


Após o crime, o homem voltou para casa com marcas pelo corpo e afirmou aos familiares que havia sido agredido por desafetos. Quando a jovem desapareceu e o corpo foi encontrado, a própria família passou a suspeitar dele.

“Pelo histórico dele, os familiares desconfiaram e entraram em contato. Ele chegou a confessar o homicídio para parentes antes mesmo da prisão”, relatou o delegado.


Durante coletiva na Delegacia de Contagem, o delegado detalhou que o investigado confessou o homicídio, mas alegou ter agido em legítima defesa após usar drogas com a vítima — justificativa considerada incompatível com os indícios já reunidos.

“Nós ouvimos a versão dele, mas isso não significa que seja real. Os fatos já demonstram que essa narrativa não condiz com a realidade apresentada até o momento”, afirmou.


Segundo o delegado, o suspeito disse que ofereceu maconha e crack à jovem e que ela teria “enlouquecido” após o consumo, passando a agredi-lo.

“Ele chega a alegar legítima defesa em relação ao homicídio, mas isso ainda será confrontado com os laudos periciais”, explicou.

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Indícios de violência

Exames preliminares indicaram lesões no rosto e na região genital da vítima, o que pode apontar violência sexual — hipótese que ainda depende de confirmação pericial.

“O perito confirmou marcas de lesão no rosto e na região genital. Agora precisamos do laudo oficial para ter essa certeza”, afirmou Ribeiro.

O suspeito também apresentava ferimentos, que podem ter sido causados por reação da vítima ou pelas condições do terreno onde o corpo foi encontrado.

“Era um local muito impróprio para caminhar, com canaleta de concreto e muito mato. As lesões podem decorrer disso ou de atos de defesa da vítima”, explicou.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que vítima e suspeito não se conheciam e que o encontro ocorreu por acaso, em um ponto onde ele costumava permanecer para usar drogas.

“Houve um encontro fortuito, e ele aproveitou da oportunidade e da fragilidade da vítima para cometer esse crime tão abjeto”, disse o delegado.

Ítalo tem registros no sistema prisional desde 2003 e já foi condenado por crimes patrimoniais e sexuais, incluindo estupro, tendo passado cerca de 23 anos preso.

Ele havia obtido progressão de pena após reclassificação judicial de condenação por tráfico para uso de drogas.

“Os crimes anteriores foram julgados e ele pagou por eles, mas a lei permite progressão de regime. Infelizmente, ele voltou a praticar um crime gravíssimo”, afirmou Ribeiro.

Relembre o caso

Vanessa Lara de Oliveira Silva desapareceu na segunda-feira (9), após sair do trabalho em Juatuba. O corpo foi encontrado no dia seguinte, em uma área de mata do município.

A jovem era estudante de Psicologia e estagiária no Sine da cidade. O crime causou forte comoção e mobilizou familiares e forças de segurança.

Ítalo Jefersson da Silva permanece preso, e o inquérito aguarda a conclusão dos laudos periciais que devem esclarecer oficialmente as circunstâncias do homicídio e a possível violência sexual.

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ítalo Jefersson da Silva, preso por suspeita de matar a estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, tem um histórico criminal de crimes sexuais e patrimoniais.
  • A polícia e a família da jovem desconfiam do suspeito após ele confessar o homicídio, alegando legítima defesa durante uso de drogas.
  • Exames preliminares indicam lesões que podem sugerir violência sexual, mas a confirmação depende de laudos periciais.
  • Vanessa desapareceu em 9 de outubro e seu corpo foi encontrado no dia seguinte; o crime gerou comoção na comunidade.

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