Suspeito de matar jornalista na Grande BH é preso 4 anos depois
Paulo César Florindo de Almeida, suspeito de ter atirado contra Maurício Campos Rosa, foi abordado por PMs; prefeita foi presa como mandante
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

A Polícia Militar prendeu na noite de domingo (10) um homem suspeito de ser o autor do assassinato do jornalista Maurício Campos Rosa, em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu em agosto de 2016 e chocou o município já que a então prefeita da cidade, Roseli Pimentel, foi apontada como mandante do assassinato.
Maurício, que tinha 64 anos e trabalhava no jornal "O Grito", da cidade da Grande BH, foi executado com cinco tiros ao sair da casa de um amigo. Segundo a PM, à época, duas pessoas em uma moto passaram próximo a ele fazendo os disparos. O jornalista foi socorrido, mas morreu no Hospital Risoleta Neves, na região Norte de Belo Horizonte.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito de ser o autor dos disparos, Paulo César Florindo de Almeida, foi abordado por uma dupla de policiais ao trafegar por uma rua no município de Barão de Cocais, com excesso de passageiros no veículo, dentre elas crianças.
Paulo César, que não portava carteira de habilitação no momento da abordagem, apresentou documentação falsa e, posteriormente, ao ser conduzido para a delegacia, confessou que comprou a identidade falsa em São Paulo, revelando o seu verdadeiro nome. Dessa forma, a polícia cruzou os dados e chegou a um mandado de prisão em aberto pelo crime em Santa Luzia.
Crime
Segundo as investigações, a ex-prefeita de Santa Luzia, Roseli Pimentel, teria usado R$ 20 mil dos cofres públicos para pagar os suspeitos de matar o jornalista Maurício Campos Rosa. Testemunhas revelaram à época que o jornalista estaria tentando chantagear a prefeita com denúncias sobre a compra de uma casa usando recursos públicos.















