Técnico da Colômbia evita criticar erros de arbitragem
Argentino José Pékerman, que lançou Messi, prefere não jogar contra seu país de origem
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

Feliz com o retorno da Colômbia a uma Copa do Mundo depois de dezesseis anos, o técnico argentino José Pekerman, em entrevista nesta sexta-feira (13), no Mineirão, em Belo Horizonte, evitou polemizar sobre erros de arbitragem no jogo entre Brasil e Croácia.
—Agora e sempre a Fifa tem buscado resolver situações polêmicas no futebol. Há situações bem resolvidas, mas há pendências quando há um erro crasso, quando técnicos e torcedores sofrem muito. Temos que estar dispostos a colaborar na medida do possível, mas devemos aceitar que sempre vai haver erros humanos.

O argentino admite que o corte da estrela Falcão Garcia foi muito sentido, mas pontua que o assunto foi superado.
— Impossível não demonstrar descontentamento, a Seleção é uma família. Falcão e Perez estarão aqui com a gente porque não saíram realmente, mas por outras razões. Como família, devemos enfrentar problemas. Não posso negar que queria Falcão, mas sabemos que estamos fortes.
Pekerman foi o responsável por lançar o craque Lionel Messi na Seleção Argentina em 2005. Depois disso, "Lio" já ganhou a bola de ouro da Fifa quatro vezes como melhor do mundo e "pode voltar a dar a Copa para a Argentina", segundo o ex-treinador.
— Espero não ter que enfrentar a Argentina. Se tivermos, que seja na final. Mas estou totalmente com a Colômbia, estou à vontade e me sinto colombiano. Desde a época não tinha dúvidas do que o Messi ia se tornar.
Antes do reconhecimento do gramado do Mineirão, onde a Colômbia enfrenta a Grécia neste sábado (14), às 13h, na abertura do grupo C, o volante Abel Aguliar, de 29 anos, que joga no Toulouse (FRA), destacou o sonho de entrar em campo em uma Copa.
—Temos que percerber que somos privilegiados por aproveitar cada segundo aqui e dar o máximo de nós por essa camisa.
Os jornalistas puderam acompanhar apenas os 15 primeiros minutos da atividade, que se resumiu em aquecimento e toques curtos, com os goleiros em separado. Os gregos conhecem o estádio às 14h30.
Do lado de fora do Mineirão, uma centena de colombianos fazia festa por chegar perto do ônibus, mesmo sabendo que o contato com os jogadores não seria possível.















