Minas Gerais Tia de esposa de promotor morta em BH presta depoimento ao MP

Tia de esposa de promotor morta em BH presta depoimento ao MP

Maria José Cordeiro seria uma das pessoas mais próximas a Lorenza, que morreu em seu apartamento no dia 2 de abril, em BH

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli e Pablo Nascimento, do R7

Parente de Lorenza presta depoimento na Corregedoria do MP, nesta quinta

Parente de Lorenza presta depoimento na Corregedoria do MP, nesta quinta

Divulgação / MPMG

Uma tia de Lorenza Maria da Silva Pinho, esposa de um promotor de Justiça, morta no início do mês no seu apartamento em Belo Horizonte, presta depoimento nesta quinta-feira (15), na sede do Ministério Público de Minas Gerais, na capital mineira. Maria José Cordeiro, que é irmã da mãe de Lorenza, seria uma das pessoas mais próximas a ela. 

A informação foi confirmada pelo pai da vítima, Marco Aurélio. Segundo ele, a tia é uma das pessoas que mais conviveu com ela, tendo ficado no apartamento do casal quando Lorenza e o promotor André Luis Garcia de Pinho viajaram para os Estados Unidos de férias. 

O corpo de Lorenza foi enterrado ontem, em Barbacena, a cerca de 170 km de Belo Horizonte, depois de passar 11 dias no IML (Instituto Médico Legal) da capital mineira. 

O promotor está preso. Como o caso envolve um membro do Ministério Público, é o próprio órgão quem coordena as investigações. 

Laudos divergentes

Como revelou o R7, uma fonte ligada à investigação confirma que há dois laudos divergentes sobre a causa da morte de Lorenza. O atestado de óbito assinado por dois médicos aponta que ela teria engasgado com um remédio. Já a perícia feita pela Polícia Civil no corpo dela, já no IML, aponta outro motivo.

A PC não divulgou o laudo e não informa quais seriam os indícios e, agora, cabe à Justiçadecidir qual deles irá valer. O Tribunal de Justiça não comentou o assunto, se limitando a dizer que o caso segue sob sigilo.

Relembre o caso

Lorenza Maria Silva de Pinho, de 41 anos, morreu no dia 2 de abril em seu apartamento, no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. A certidão de óbito consta como causa da morte uma "pneumonite causada devido a alimento ou vômito e autointoxicação por exposição intencional a outras drogas".

O promotor permanece preso desde o dia 4 de abril, suspeito de assassinato, e o caso está sendo investigado pelo próprio Ministério Público de Minas Gerais, que já ouviu a defesa dele e familiares de Lorenza, que não acreditam na versão divulgada pelo promotor e pelos médicos.

Os cinco filhos do caso, com idade entre dois e 17 anos, estão sob a guarda de um amigo do casal. Em entrevista à RecordTV Minas, os dois filhos mais velhos dizem acreditar na inocência do pai.

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