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Mulher que sobreviveu a 53 facadas do marido espera por justiça em júri popular em Minas

Gabriela de Matos Moreira foi atacada enquanto dormia, na presença dos dois filhos

Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gabriela de Matos Moreira, de 21 anos, sobreviveu a 53 facadas desferidas pelo ex-marido, Carlos Junior Pereira, em fevereiro de 2025.
  • O crime ocorreu enquanto Gabriela dormia, na presença de seus dois filhos, no bairro Barreiro, em Sete Lagoas, Minas Gerais.
  • Carlos foi preso 14 dias após o ataque e será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de feminicídio.
  • O julgamento ocorrerá em Sete Lagoas, e a decisão será tomada pelos jurados com base nas provas e argumentos apresentados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Justiça decreta prisão de marido suspeito de dar 53 facadas na esposa em Sete Lagoas (MG)
O julgamento está marcado para começar às 9h, no fórum da cidade RECORD Minas/ Reprodução

Um ano e sete meses depois de sobreviver a 53 facadas, Gabriela de Matos Moreira, de 21 anos, espera por justiça. O homem acusado de tentar matá-la, Carlos Junior Pereira, de 34 anos, conhecido como Juninho, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (17), em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. O julgamento está marcado para começar às 9h, no fórum da cidade.

O crime aconteceu na madrugada de 13 de fevereiro de 2025, no bairro Barreiro. Gabriela, que tinha 20 anos na época, foi atacada enquanto dormia. Os dois filhos dela, que tinham 3 e 5 anos, estavam na residência e, segundo familiares, presenciaram a violência. Apenas o mais novo é filho do acusado.


De acordo com a Polícia Militar, a suspeita inicial era de que o ataque tivesse sido motivado por uma suposta traição.

Gabriela foi atingida por mais de 50 golpes de faca e encontrada caída na cozinha, perdendo muito sangue. A jovem foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Sete Lagoas, onde permaneceu internada em estado gravíssimo e precisou ser intubada.


Acusado procurou a mãe após o ataque e fugiu

Segundo as informações levantadas na época, Carlos teria cometido o crime por volta das 3h30. Em seguida, foi até a casa da própria mãe, acompanhado das duas crianças, e contou que havia atacado a companheira.

A família do suspeito acionou a Polícia Militar, que se deslocou até a residência de Gabriela. Quando os policiais chegaram, encontraram a jovem caída na cozinha, ainda com sinais vitais. A faca que teria sido utilizada no crime foi localizada debaixo da pia.


A irmã da vítima, Jadeana Moreira, relatou à época que, segundo informações recebidas de um policial, os militares chegaram a pensar que Gabriela estava morta, mas perceberam que ela ainda respirava e providenciaram o socorro.

Os dois filhos da jovem ficaram sob os cuidados da avó materna. Segundo os familiares, as crianças ficaram abaladas com a violência.


Suspeito foi preso 14 dias depois

Após o ataque, Carlos fugiu e passou a ser procurado pela polícia. Durante as buscas, os militares receberam informações de que ele poderia estar escondido em uma fazenda em Caetanópolis, cidade vizinha a Sete Lagoas. Equipes foram até o local, mas não conseguiram encontrá-lo.

Um homem de 31 anos também foi interrogado durante as investigações. Ele negou participação no crime e teria fornecido informações que ajudaram os policiais a identificar um possível esconderijo do acusado.

Carlos Junior Pereira foi preso pela Polícia Civil em Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, 14 dias após o ataque.

Família cobra justiça

Na época do crime, os irmãos de Gabriela relataram a gravidade do estado de saúde da jovem e cobraram a responsabilização do agressor.

Agora, um ano e sete meses depois, o caso chega ao Tribunal do Júri. Carlos será submetido a julgamento pela acusação de tentativa de feminicídio.

A decisão caberá aos jurados, que vão analisar as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa. Até a conclusão do julgamento, o réu deve ser tratado como acusado, sem antecipação de culpa.

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