Torcedor ferido em ataque a ônibus em BH aguarda vaga no CTI
Jovem de 18 anos teve queimaduras graves em 34% do corpo e já passou por duas cirurgias no Hospital João 23
Minas Gerais|Mayara Folco, da Record TV Minas e Giovana Maldini*, do R7

Uma das vítimas do ataque ao ônibus com torcedores do Atlético, neste domingo (28), em Belo Horizonte, aguarda por uma vaga no CTI (Centro de Terapia Intensivo) do Hospital João 23, após passar por duas cirurgias. A família de João Paulo Magalhães Ribeiro Costa, de 18 anos, afirmou que o estado de saúde dele é estável.
A mãe do jovem, Sheila Magalhães, contou que o filho teve queimaduras graves, de segundo grau, em 34% do corpo e ainda pode passar por outros procedimentos cirúrgicos.
Costa ficou ferido após o ônibus em que ele estava ser atacado por integrantes da Máfia Azul. O jovem, que não fazia parte de torcida organizada, voltava para casa no coletivo da linha 6350 após ter ido assistir o jogo do Atlético no Mineirão pela primeira vez.
Ao todo, pelo menos sete pessoas ficaram feridas. Nesta segunda-feira (29), a Polícia Civil confirmou a morte cerebral de um torcedor de 20 anos, vítima do atentado.
Atentado
De acordo com a Polícia Militar, o coletivo passava pelo bairro das Indústrias, na região do Barreiro, em BH, quando os suspeitos, que estariam em um carro branco, teriam atacado o veículo com pedras, pedaços de madeira, rojões e bombas caseiras. João Paulo e um amigo estavam em pé no ônibus no momento do acontecido, segundo Sheila Magalhães.
“O colega falou ‘João, uma bomba’. Só que quando o João abaixou, a bomba caiu entre a mulher [passageira] e ele. Então, pegou mais nele porque ficou no rumo da bomba”, conta a mãe da vítima. Após o ataque, Sheila conta que o jovem ficou muito abalado.
“Tinham trabalhadores dentro do ônibus, que não tinham nada a ver com futebol. Todos foram atingidos. Eu acho que é um absurdo, isso tem que parar”, conclui a mãe de João Paulo.
Após o ataque
Apesar de fugirem depois do crime, os seis suspeitos com idades entre 20 e 26 anos foram presos. Com os criminosos, a Polícia Militar apreendeu pedaços de pau e bastões de madeira, uma tesoura, um soco inglês, um rojão e bombas caseiras. O grupo foi autuado em flagrante por associação criminosa, homicídio tentado e um consumado.
Depois da confusão, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou o banimento temporário da torcida organizada do Cruzeiro, Máfia Azul, em todos os estádios do país. O órgão orientou ainda que o prazo seja de seis meses, a partir desta segunda-feira (29).
A medida, que tem caráter educativo, também proíbe o uso da sede da torcida organizada nos dias das partidas, sob pena de multa de R$50 mil.
A FMF (Federação Mineira de Futebol) informou que vai acatar a recomendação do MPMG. De acordo com o documento formulado pelo órgão, a medida educativa pede a proibição do uso de camisa, faixa, bandeira, instrumento musical ou qualquer objeto que caracterize a presença da torcida organizada nos estádios.
*Estagiária doR7, sob supervisão de Ana Gomes















