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Vizinhos de prédio que tombou em Betim (MG) devem ir para hotéis

Como não há previsão para o início da demolição, prefeitura estuda realocar moradores em hotéis e repassar os custos à construtora responsável

Minas Gerais|Célio Ribeiro*, do R7

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Prédio tombou em Betim (MG) e corre risco de desabar
Prédio tombou em Betim (MG) e corre risco de desabar

A Prefeitura de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, informou, nesta segunda-feira (23), que estuda realocar os vizinhos do prédio que tombou no bairro Ponte Alta, na última quarta-feira (18), em hotéis da cidade.

As 15 famílias retiradas da região preferiram, inicialmente, ir para a casa de parentes. Mas, segundo o executivo, ainda não há previsão de quando essas pessoas poderão retornar para suas casas já que não há data, ainda, para a demolição do edifício.


Por isso, a prefeitura alega que “poderá garantir instalações em estabelecimentos comerciais privados, como meio de alojamento desses moradores”. O custo desse processo, no entanto, será cobrado, judicialmente, à construtora.

A prefeitura já havia exigido, anteriormente, que a construtora realoque as 15 famílias que foram retiradas do bairro. Uma das moradoras do local, Helen Camila, afirma que, até o momento, nem a empresa nem a prefeitura entraram em contato para falar sobre o assunto. Ela afirma que precisou retornar para o local, mesmo com o risco de desabamento do prédio vizinho.


— Eu não tenho onde ficar, não tenho opção. Tenho medo que o prédio caia, mas o que eu posso fazer?

Veja: Burocracia atrasa demolição de prédio que tombou em Betim (MG)


Segundo Helen, a oferta de uma vaga em um hotel da cidade seria uma solução temporária. A mulher afirma que trabalha em casa e, por isso, não poderia ficar muito tempo em outro local.

— Seria bom até que a demolição fosse feita. Depois a gente quer voltar para casa, que é o nosso lugar. Por exemplo, eu trabalho em domicílio. Como que eu vou fazer pra trabalhar em outro lugar?


Embróglio

A demolição, prevista para iniciar entre sexta (20) e sábado (21), ainda não começou. Para isso acontecer, a construtora responsável precisa ser notificada da ação movida pela Prefeitura de Betim e, depois, ainda tem 24 horas para cumprir a decisão judicial, que determina a realocação das vítimas e a realização da demolição. Até o momento, a empresa não foi notificada.

No domingo (22), a empresa responsável pelo edifício, Abrahim Hamza Construções, entrou com um pedido na Justiça, em caráter de urgência, tentando suspender a ordem de demolição. A empresa alegou que a demolição só deveria ser feita após uma perícia para tentar descobrir as causas do tombamento e se o engenheiro tem relação com a falha.

A solicitação, entretanto, foi negada pelo juiz Leonardo Antônio Bolina Filgueiras, que alegou que a decisão inicial já prevê que seja realizada uma perícia, que irá determinar se a demolição é necessária. O magistrado relembrou que, caso a empresa não cumpra as medidas em até 24 horas após a notificação, a Prefeitura de Betim poderá fazer tanto a perícia quanto a demolição.

*Estagiário do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli.

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