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Zagueiro mineiro da Chapecoense não é escalado e escapa de acidente

Pai do jogador diz que filho estava na lista do técnico para final até horas antes do embarque

Minas Gerais|Do R7

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Zagueiro mineiro não é escalado e família fica aliviada
Zagueiro mineiro não é escalado e família fica aliviada

No meio de toda tristeza e comoção provocada pelo acidente com a equipe da Chapecoense, a família do zagueiro Demerson, que mora Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, está aliviada. O mineiro de BH, de 30 anos, que joga pelo clube, seria escalado para a partida, mas o técnico optou, de última hora, por levar o também mineiro Marcelo.

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Os parentes do jogador só conseguiram contato com ele no início da manhã desta terça-feira (29). Isabella Costa, irmão de Demerson, contou que ele estava em estado de choque com a notícia e que ele estava com dificuldades para falar.

— Ele me dizia que estava tremendo o tempo inteiro e que estava passando mal. Ele está extremamente abalado por causa dos amigos que ele perdeu e pelo sentimento de que ele poderia estar dentro do avião.


De acordo com a família, Caio Júnior, o técnico da Chapecó que está entre os mortos na tragédia, estava em dúvida quanto à escalação da defesa da equipe. Márcio Costa, pai de Demerson, disse que até horas antes da partida da delegação, o técnico ainda especulava entre convocação de Demerson ou de Marcelo Mathias.

— O técnico estava por decidir entre os dois e no final da noite ele optou por leva o Marcelo. O Demerson ligou pra gente, ele estava chateado. Nós também ficamos chateados, pois, automaticamente, era uma decisão.


O zagueiro Marcelo, que está entre a lista dos mortos, era mineiro de Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ele começou nas categorias de base do Macaé, foi para o Volta Redonda, depois para o Cianorte, do Paraná e, em 2014, foi contratado pelo Flamengo. Ele chegou ao Chapecoense para a temporada 2016.

Mesmo com o alívio do filho não ter sido escalado para o jogo, a família de Demerson lamenta o que aconteceu com os colegas de equipe do jogador.


— Ao mesmo tempo que a gente fica contente dele não ter ido, nós nos entristecemos ao saber que várias famílias de jogadores hoje estão chorando.

Mineiros no avião

Além do zagueiro Marcelo Mathias, pelo menos outro mineiro estava dentro do avião que transportava a equipe para disputar a final da Copa Sul-Americana de Futebol e está entre a lista de mortos. O preparador de goleiros Anderson Roberto Martins, conhecido pelos colegas como Anderson Boião era de Pirapora, no norte de Minas, e estava no Chapecoense desde 2008.

O acidente

O avião que levava a delegação da Chapecoense para a cidade de Medellín, na Colêmbia, para a final da Copa Sul-Americana caiu após tentar um pouso forçado, na madrugada desta terça-feira (29), na região colombiana de Antioquia. Segundo controladores de voo colombianos, a causa do acidente que, até o momento, matou 75 pessoas, seria uma série de problemas elétricos.

Autoridades da Colômbia atualizam a lista de sobreviventes

A delegação da equipe estava a caminho do aeroporto José Maria Córdova, em Medellín, onde a equipe catarinense enfrentaria o Atlético Nacional. A aeronave partiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, sob o número de identificação CP2933. A equipe fez escala no país depois de ter deixado São Paulo por volta das 15h35, horário local.

Além de jogadores, membros da comissão técnica do clube catarinense e jornalistas de várias partes do Brasil estavam entre os passageiros.

Assista a entrevista completa com a família de Demerson:

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