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Avaliação: Tradicional, S10 ainda não mudou mas cumpre o que promete

Sem esconder os anos de projeto, S10 se mantém competitiva e agora com preço mais baixo: veja nossa avaliação

Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

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A Chevrolet S10 é uma das pickups mais antigas à venda no mercado. Sua última mudança discreta na dianteira tem dois anos e enquanto mais novidades não chegam, testamos a utilitária em sua versão mais equipada "High Country". De perfil norteamericano, a High Contry expressa esse estilo com muitos cromados, rodas diamantadas com pneus 265 de largura e 18 polegadas de raio. Conta com um Santo Antônio coberto por acabamento plástico alongado por sobre a caçamba com cobertura em vinil, que faz ela parecer mais alta embora tenha os mesmos 1061 kg de capacidade de carga das outras versões da S10.

Versão topo de linha tem rodas, grade e detalhes de acabamento específicos
Versão topo de linha tem rodas, grade e detalhes de acabamento específicos

Este é o modelo “Top de Linha” da marca e merece um certo requinte mas sem novidades. A Pick-up em geral tem bom acabamento, com protetor de caçamba, bancos de couro, materiais de boa durabilidade em seus revestimentos e estribo nas portas que facilitam o acesso a cabine. Porém ela sente o peso da idade e peca em alguns itens como a desatualização do painel, falta de ajuste de profundidade do volante, falta de saída de ar condicionado para os bancos traseiros , iluminação interna deficiente sem emprego de LEDs e a falta de um carregador de celular por indução entre outros pequenos detalhes que mostram a idade e desatualização do projeto.


Interior da S10 High Country traz bancos em couro marrom e multimídia atualizada
Interior da S10 High Country traz bancos em couro marrom e multimídia atualizada

Na última reestilização, porém, ela ganhou com sistema de WiFi nativo e On Star de excelente funcionalidade, como em outros modelos da marca, mas merecia ter uma multimidia com uma tela maior, especialmente pelo tamanho do carro e do painel. A sonorização agrada e cumpre com o objetivo de entreter os passageiros com boa qualidade sonora, mesmo em deslocamento, aliás este é um ponto positivo na S10, o tratamento acústico da carroceria é bem cuidado não permitindo a transferência de ruídos externos (Principalmente do motor) para o interior da cabine.

High Country é a versão mais equipada da Chevrolet S10 e não esconde o peso da idade
High Country é a versão mais equipada da Chevrolet S10 e não esconde o peso da idade

A chave do tipo cadeado já poderia ser do tipo presencial, como em outros modelos da marca, com acionamento da partida por um botão, e o painel como um todo deveria ser redesenhado seguindo a tendencia dos concorrentes.


Avaliação dinâmica: o bom e já antigo motor turbodiesel

O Motor Duramax Diesel Turbo de 2.8 L com 200 CV de potência, embora não tenha sofrido alterações nos últimos anos, cumpre com maestria o seu papel de levar e manter a Pick-up a velocidades de cruzeiro com desempenho e economia. O Torque de 51 Kgfm é perceptível nas retomadas e subidas mais fortes respondendo imediatamente ao se exigir do acelerador. Este motor combinado com a transmissão de 6 velocidades dá a S10 boa dirigibilidade e flexibilidade no trânsito urbano ou em estradas de asfalto e terra. A tração 4X4 responde bem em estradas irregulares cumprido a função de uma pick-up para uso em off Road moderado ou eventualmente extremo.


Dirigimos a S10 no trânsito da cidade de São Paulo, onde não se tornou cansativa mesmo com os constantes “anda e para” da hora do rush mesmo com alguma dificuldade de encontrar vaga no comércio e na rua. Também fizemos viagens curtas de 200km por trecho onde a S10 se comportou como um “grande” veículo de passeio. A sua suspenção está bem calibrada dando ao carro um comportamento estável. Porém, a exemplo de alguns concorrentes ela não tem controle de cruzeiro adaptativo mas alerta de frenagem e alerta de ponto de cego o que ajuda muito mas não a deixa alinhada às demais pickups brasileiras.

Chevrolet S10 na versão High Country na cor prata
Chevrolet S10 na versão High Country na cor prata

Já na terra “batida” tem comportamento estável principalmente ao se acionar o modo 4X4 HI. Não tivemos a oportunidade de avaliar carro em condições mais pesadas onde se exigiria a tração integral para baixas velocidades.


A S10 conta com um sistema de frenagem de emergência que faz alerta com luzes e alarme acionando os freios em situações de eminente acidente. Não conseguimos entender a logica do sistema, que foi acionado em situações corriqueiras e por vezes não foi acionado quando achávamos que deveria. Talvez aqui caiba uma recalibração e melhor desenvolvimento dos algoritmos que comandam essa função numa próxima versão.

Raiz mas à espera de mudanças

S10 e o Trailblazer devem manter o motor 2.8 litros turbodiesel, que entrega até 200 cv em 2024
S10 e o Trailblazer devem manter o motor 2.8 litros turbodiesel, que entrega até 200 cv em 2024

A S10 é reconhecida pelos seus donos como uma pickup de manutenção barata e boa robustez. Seu motor e suspensão são elogiados pela durabilidade de alguns bons anos de projeto. Mas uma atualização de design e tecnologia seguindo a tendencia da concorrência sem a necessidade de mudar seu motor, transmissão ou suspensão. Ela é feita para clientes que preferem ficar no certo ao trocar pelo duvidoso.

S10 High Country é uma das mais baratas do segmento considerando modelos topo de linha
S10 High Country é uma das mais baratas do segmento considerando modelos topo de linha

A High Country é vendida oficialmente por R$ 331,9 mil mas a rede Chevrolet, que tem mais de 500 pontos de venda por todo o país, tem aplicado descontos como para CNPJ e produtor rural onde ela sai por interessantes R$ 289,8 mil. Se por um lado é uma pickup já antiga por outro os descontos da rede tornam sua compra muito racional diante das concorrentes renovadas como a Ford Ranger, Toyota Hilux, Mitsubishi L200, a Nissan Frontier e a igualmente antiga como a Volkswagen Amarok sem mencionar a Fiat Titano, que estreia até o fim do ano nesse segmento altamente disputado no mercado nacional.

* com a colaboração de Henrique Pereira

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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