Leapmotor lidera vendas de SUVs grandes elétricos em 2026
Considerando veículos de tração elétrica, marca da Stellantis liderou segmento no semestre com mais de 2.000 unidades do C10

A Leapmotor começa a ganhar espaço no mercado brasileiro de veículos elétricos. A marca, que tem parceria global com a Stellantis, alcançou a liderança entre os SUVs 100% elétricos de porte médio e grande no acumulado de janeiro a julho de 2026, impulsionada principalmente pelos modelos C10 e B10.
Leapmotor B10 estacionado em São Paulo
Marcos Camargo Jr 18.05.2026
Considerados ultra híbridos na propaganda, a tração do C10 por exemplo é elétrica (REEV, que significa veículo elétrico com alcance estendido), ainda que o carro tenha motor a combustão.Segundo dados divulgados pela fabricante, os dois SUVs somaram mais de 2 mil unidades comercializadas nos sete primeiros meses do ano e garantiram à Leapmotor uma participação de 19,7% dentro desse recorte do mercado de SUVs elétricos. A empresa afirma ainda que já aparece entre as dez marcas de maior volume quando considerados os SUVs eletrificados de maneira mais ampla.

O resultado chama atenção principalmente pelo pouco tempo de atuação da Leapmotor no Brasil. A fabricante chinesa iniciou sua operação comercial no país no segundo semestre de 2025 e utiliza a estrutura da Stellantis para ampliar sua presença, incluindo rede de concessionárias, distribuição e pós-venda.C10 abriu caminho para a LeapmotorO primeiro produto da marca por aqui foi o C10, SUV de porte grande que chegou em duas configurações de motorização. Uma delas é totalmente elétrica, justamente uma das responsáveis pelo resultado comercial alcançado pela fabricante neste ano.

Nos próximos dias a Leapmotor vai lançar ainda o B10, um SUV médio, também com motor gerador. A estreia será no Festival Interlagos como adiantou o R7-Autos Carros.O C10 aposta em dimensões generosas, cabine espaçosa e uma proposta de acabamento e tecnologia que tenta posicioná-lo acima dos elétricos compactos que ainda representam boa parte das vendas desse tipo de veículo no Brasil.

Entre os recursos disponíveis está um sistema que permite programar rotinas dentro do próprio veículo. O motorista pode determinar determinadas condições para que funções sejam executadas automaticamente, criando diferentes cenários de utilização de acordo com suas preferências.A estratégia da Leapmotor, porém, não ficou restrita ao elétrico puro. O C10 também é vendido na configuração Ultra-Híbrida, denominação utilizada pela empresa para sua tecnologia REEV, ou elétrico com extensor de autonomia.
Leapmotor B10
Nesse sistema, quem movimenta as rodas é o motor elétrico. O propulsor a combustão funciona como gerador de energia para alimentar o conjunto elétrico e recarregar a bateria quando necessário. Na prática, a proposta é manter a característica de condução de um carro elétrico, mas reduzir a dependência de pontos de recarga em viagens mais longas.B10 amplia presença da marcaO segundo passo da Leapmotor no mercado brasileiro foi o B10, SUV médio que começou a ser entregue aos consumidores em 2026 e passou a dividir com o C10 a responsabilidade pelo crescimento da fabricante.

Menor e posicionado abaixo do C10, o B10 permite à Leapmotor disputar uma faixa mais ampla do mercado e enfrentar diretamente uma quantidade maior de SUVs elétricos oferecidos atualmente no país.

O modelo utiliza a arquitetura Leap 3.5 e tem entre seus destaques a central multimídia comandada pelo chip Snapdragon 8155, da Qualcomm. A plataforma concentra diferentes funções eletrônicas do veículo e permite reduzir a quantidade de módulos independentes, além de melhorar a velocidade de processamento do sistema de entretenimento e das funções conectadas.A chegada do B10 também ocorre em um momento de expansão acelerada da oferta de carros elétricos no Brasil, principalmente entre as fabricantes chinesas. BYD, Geely, GAC, Omoda Jaecoo e outras marcas vêm aumentando a quantidade de produtos disponíveis e pressionando fabricantes tradicionais a ampliar seus investimentos em eletrificação.
Para a Leapmotor, portanto, alcançar 19,7% de participação entre SUVs elétricos médios e grandes representa um começo relevante, mas também mostra o tamanho do desafio daqui para frente. Com cada vez mais lançamentos previstos para o mercado brasileiro, a disputa entre os SUVs elétricos tende a ficar ainda mais intensa ao longo de 2026.
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