Teste: Volkswagen Tera TSI com câmbio manual vale o preço cobrado?
Compacto aposta em mecânica 1.0 turbo de até 116 cv para atrair clientes que querem o básico bem feito
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O conceito de carro popular no Brasil mudou, mas a Volkswagen tenta reinterpretar essa ideia com o Volkswagen Tera. Preenchendo a lacuna de um Polo que veio perdendo espaço nas versões TSI, o Tera está nesse papel e tem obtido sucesso.
Por isso, o modelo conta com diversas versões, sendo a de entrada com motor 1.0 MPI aspirado e, também, a TSI, avaliada pelo R7 Autos Carros, que vem equipada com uma mecânica 1.0 turbo de até 116 cv, que já conhecida, conectividade e pacote de segurança completo, que busca atrair aquele consumidor que gosta do básico bem feito.
Todavia, equipada com câmbio manual, o utilitário vale o preço de R$ 121.390 com o recente aumento de mais R$ 2,5 mil?
Como é o Tera TSI manual
Desde a saída do Gol de linha, em 2022, e com o Polo TSI no portfólio, a Volkswagen passou a depender de SUVs compactos para sustentar volume e imagem.
O Polo Track virou o grande representante dos modelos de entrada, o T-Cross e Nivus mantiveram bom desempenho comercial, mas não assumiram o papel simbólico que modelos históricos tiveram no passado.

Portanto, o Tera surge para preencher essa lacuna, buscando gerar engajamento em um segmento mais competitivo e fragmentado.
A referência ao passado é explícita, com a aplicação das silhuetas de Fusca e Gol em um dos vidros do veículo, reforçando o discurso de continuidade da marca no país.

O cenário atual, porém, é diferente daquele em que os modelos clássicos dominavam o mercado. O Tera enfrenta concorrentes diretos como Fiat Pulse, Renault Kardian, Honda WR-V e Nissan Kait.
Parte desses rivais oferece motores mais potentes, versões híbridas, ou melhor, aproveitamento do espaço interno, elevando o nível de exigência do consumidor.

Diante desse contexto, a Volkswagen adotou uma proposta objetiva. O acabamento do Tera prioriza plástico rígido, os bancos dianteiros são inteiriços e o espaço traseiro é limitado para ocupantes mais altos.
A posição de dirigir se aproxima mais de um hatch elevado do que de um SUV tradicional, evidenciando o foco em custo e simplicidade.
As rodas de aço aro 16 reforçam essa abordagem e fazem referência direta a modelos históricos da marca.
Desenho mais alegre, conectividade e segurança
No design externo, o Tera se afasta do padrão mais conservador da Volkswagen. As linhas são mais marcadas, com para-choques que reforçam a leitura de robustez.
Apesar da mudança visual, o conteúdo de conforto segue contido, o que pode pesar na comparação direta com concorrentes que oferecem mais itens de série ou acabamento mais elaborado.

Em conectividade, o modelo atende às demandas atuais. A central multimídia de 10,1 polegadas oferece App-Connect, Android Auto e Apple CarPlay, com conexão por USB-C ou Bluetooth.
Na versão TSI, posicionada acima da Tera MPI, não há carregador por indução com saída de ar para resfriamento do smartphone, item presente em alguns rivais.

O principal diferencial do Tera está no pacote de segurança. A versão TSI conta com frenagem autônoma de emergência (AEB), seis airbags e detector de fadiga.
O conjunto garantiu cinco estrelas nos testes do Latin NCAP, com bons resultados na proteção de adultos, crianças e pedestres, colocando o modelo entre os mais bem avaliados do segmento.

Motor conhecido e consumo
Sob o capô, o Tera TSI utiliza o conhecido motor 1.0 turbo de três cilindros, que entrega até 116 cv e 16,8 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas. Com peso de 1.130 kg, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos.

O consumo fica entre 9 km/l e 10,3 km/l com etanol e pode chegar a 15 km/l na estrada com gasolina. O porta-malas de 350 litros está dentro da média do segmento, embora fique abaixo de alguns concorrentes.

Vale a pena?
Desde o início das vendas, em 2025, o Tera já ultrapassou 50 mil unidades comercializadas. A recepção do público é dividida: proprietários destacam segurança, conectividade e manutenção conhecida, enquanto críticas se concentram no acabamento e no espaço interno.
O resultado é um modelo que gera forte debate nas redes sociais.

O Tera TSI assume, assim, o papel de herdeiro conceitual de Fusca e Gol em um mercado mais competitivo, que é o do SUV compacto.

Sua permanência e evolução dependerão da capacidade da Volkswagen em atualizar o produto ao longo do tempo, especialmente diante da ampliação da oferta de tecnologias híbridas e elétricas, que devem dar uma repaginada aos modelos da marca.
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