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Volkswagen mira a Ásia Central para compensar queda na China e acelerar exportações

Marca busca novos mercados usando capacidade instalada chinesa

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Veículos da Volkswagen estacionados na China Volkswagen/Divulgação

A Volkswagen deu mais um passo em sua reorganização global ao anunciar a entrada oficial na Ásia Central, uma região que reúne cerca de 80 milhões de habitantes e que vem se tornando estratégica para as montadoras chinesas. A operação será conduzida pela Volkswagen China, que passará a exportar veículos produzidos em suas fábricas chinesas para mercados como Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcomenistão. A iniciativa representa uma mudança importante na estratégia da marca alemã, com grande capacidade instalada mas com uma queda gradativa especialmente na demanda por veículos a combustão.


Carro da Volkswagen na estrada na China Volkswagen/Divulgação

Momento de crise com maior queda em cinco anosA decisão acontece em um momento delicado para a Volkswagen. O grupo registrou queda de 36,6% nas entregas na China durante o segundo trimestre de 2026, seu pior desempenho no país desde 2021. No mesmo período, as entregas globais recuaram 8,6%, pressionadas principalmente pela forte concorrência das fabricantes chinesas de veículos elétricos e híbridos.

Carros da Volkswagen na China Volkswagen/Divulgação

China deixa de ser apenas mercado consumidorAté poucos anos atrás, as fábricas chinesas da Volkswagen tinham como principal objetivo abastecer o enorme mercado local. Agora, elas passam a desempenhar um novo papel: tornar-se polos globais de exportação. Veículos como Passat e Tiguan, antes líderes em seus segmentos, perderam muito espaço na China ao passo que modelos híbridos, elétricos e de marcas locais ganharam espaço.


A estratégia faz parte da evolução do plano “In China, for China”, que agora ganha um novo conceito dentro do grupo: “In China, for China & Support Global”, utilizando a engenharia, a cadeia de fornecedores e os custos mais baixos da indústria chinesa para abastecer mercados emergentes em diferentes continentes.

Veículos da Volkswagen na fábrica na China FAW-VW China - divulgação

Segundo executivos da companhia, desenvolver automóveis na China reduz significativamente o tempo de engenharia e os custos de produção, permitindo oferecer veículos mais competitivos em países onde o preço continua sendo decisivo. Quais países receberão os modelos?A ofensiva será concentrada inicialmente na Ásia Central, região historicamente influenciada por Rússia e China e que apresenta crescimento econômico impulsionado pela exploração de petróleo, gás natural e minerais.


Veículos da Volkswagen na fábrica na China FAW-VW China - divulgação

Além desses países, a Volkswagen já havia indicado que também pretende ampliar as exportações de veículos produzidos na China para Oriente Médio, Sudeste Asiático e América do Sul, mercados onde os consumidores aceitam modelos desenvolvidos especificamente para economias emergentes.

Veículos da Volkswagen na fábrica na China FAW-VW China - divulgação

SUVs e elétricos lideram a ofensivaEmbora a Volkswagen ainda não tenha divulgado toda a gama destinada à Ásia Central, a expectativa é que boa parte dos modelos seja formada por SUVs e veículos eletrificados já produzidos pelas joint ventures chinesas da marca.


Veículos da Volkswagen na fábrica na China FAW-VW China - divulgação

Entre os principais candidatos estão o Volkswagen Tharu, SUV médio vendido na China, Tiguan L Pro, versão de entre-eixos longo do SUV global, Teramont Pro, SUV de sete lugares, Família ID., com modelos como ID.3, ID.4 e ID.6 e futuros elétricos desenvolvidos exclusivamente na China dentro da nova geração da plataforma CEA (China Electronic Architecture).

Grande parte desses veículos é produzida pelas joint ventures SAIC-Volkswagen e FAW-Volkswagen, responsáveis também por diversos modelos exclusivos do mercado chinês.

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