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Empresários cobram de Lula sinal mais claro de responsabilidade fiscal em jantar no Alvorada

Presidente questionou como reforçar o compromisso fiscal, mas afirmou que não abrirá mão dos programas sociais

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Empresários e banqueiros cobraram de Lula um compromisso mais claro com a responsabilidade fiscal durante jantar no Palácio da Alvorada.
  • Lula questionou como poderia reforçar seu compromisso fiscal, mas afirmou que não abrirá mão dos programas sociais.
  • A alta taxa de juros foi um dos principais temas discutidos, com Lula se comprometendo a trabalhar pela sua redução.
  • O jantar, que reuniu representantes de grandes grupos empresariais, também abordou segurança pública e ocorreu em um clima tranquilo, sem menção ao adversário político de Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazil's president, Luiz Inacio Lula da Silva, participates in a press conference at the Alvorada Palace in Brasilia, Brazil, August 26, 2026. REUTERS/Adriano Machado
Lula afirmou a empresários que pretende trabalhar pela redução dos juros Adriano Machado/Reuters - 26.8.2026

O equilíbrio das contas públicas e os juros altos concentraram boa parte das cobranças feitas por empresários e banqueiros ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o jantar realizado na noite desta segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada.

Segundo participantes do encontro, diante das preocupações apresentadas pelo grupo, Lula perguntou aos convidados o que poderia fazer para demonstrar melhor seu compromisso com a responsabilidade fiscal. O presidente ponderou, no entanto, que não pretende abrir mão dos programas sociais.


Os banqueiros também fizeram uma sugestão direta a Lula: falar mais sobre responsabilidade fiscal publicamente. Segundo um dos participantes, o presidente respondeu que a situação das contas precisa ser analisada junto com o desempenho da economia e ponderou que há diferença entre enfrentar um problema fiscal com o país parado e fazer isso com crescimento e inflação sob controle.

Lula também dividiu a responsabilidade com o Congresso e argumentou que nem toda a pressão sobre o Orçamento está nas mãos do Executivo.


O presidente ainda fez questão de falar de forma positiva sobre Gabriel Galípolo. Negou qualquer atrito com o presidente do Banco Central, disse respeitar a autonomia da instituição e lembrou aos convidados que nunca trocou o comando do BC durante seus governos. Na comparação feita à mesa, citou Fernando Henrique Cardoso, que teve quatro presidentes da instituição ao longo de seus dois mandatos, com três mudanças no comando.

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A taxa de juros também ocupou boa parte da conversa. Empresários relataram diretamente ao presidente os impactos do custo elevado do crédito em seus respectivos setores. Lula afirmou que pretende trabalhar pela redução dos juros.


O encontro durou quase três horas. Começou entre 19h30 e 20h e terminou por volta das 22h40. O clima, segundo relatos, foi tranquilo e sem constrangimentos. Apesar do momento eleitoral e das recentes conversas de Flávio Bolsonaro (PL) com integrantes do mercado financeiro, o nome do adversário de Lula não foi mencionado durante o jantar.

Lula fez uma fala no início do encontro e depois ouviu os convidados. Integrantes do governo apresentaram dados sobre as contas públicas e defenderam a condução da política econômica. O vice-presidente Geraldo Alckmin também se manifestou durante a reunião.


Além da economia, a segurança pública entrou na pauta. Representantes do setor privado demonstraram preocupação com o tema e discutiram com o presidente os desafios para enfrentar a criminalidade.

O jantar reuniu representantes de alguns dos maiores grupos empresariais e financeiros do país e ocorre em um momento em que Lula busca ampliar o diálogo com o setor privado durante a campanha eleitoral.

No cardápio, foram servidos pratos com lagosta, robalo e cordeiro.

Quem participou do jantar

Além de Lula, participaram pelo governo o vice-presidente Geraldo Alckmin; os ministros Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento); Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal; e Edinho Silva, presidente do PT.

Entre os representantes do setor empresarial estavam Josué Gomes (Coteminas), André Esteves (BTG), Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), Joesley Batista (JBS), José Seripieri Filho (Amil), Henrique Constantino (Gol), André Gerdau Johannpeter (Gerdau), Rubens Menin (MRV Engenharia), Eraí Maggi (Grupo Bom Futuro), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim Cimentos), José Luís Cutrale Júnior (Cutrale), Chain Zaher (Grupo SEB), Roberto Setúbal (Itaú Unibanco), João Alves de Queiroz Filho (Hypera Pharma) e Ricardo Lacerda (BR Partners).

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