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‘Luta contra os juros tem que ser pensada, talvez, como um novo Plano Real’, diz coordenador do programa de Lula

Sérgio Gabrielli diz ao Blog que equilíbrio fiscal não pode ser um fim em si mesmo e defende preservação das políticas sociais

Blog da Farfan|Tainá FarfanOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A redução dos juros é considerada central para a política econômica de um possível novo mandato de Lula, comparando sua importância ao Plano Real.
  • O programa de governo propõe criar condições para uma redução sustentada dos juros, mantendo a inflação controlada e uma política fiscal responsável.
  • Sérgio Gabrielli defende que o equilíbrio fiscal não deve ser o objetivo final, mas sim administrar a dívida sem comprometer as políticas sociais.
  • O programa busca conciliar controle fiscal e eficiência das despesas sem prejudicar as políticas sociais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Declaração explicita uma das escolhas econômicas do programa registrado pela campanha de Lula Marcelo Camargo/Agência Brasil- 08.01.2026

A redução dos juros deve ocupar papel central na política econômica de um eventual quarto mandato do presidente Lula. Ao Blog, o coordenador do programa de governo, Sérgio Gabrielli, comparou a dimensão do desafio ao enfrentamento da inflação pelo Plano Real.

“A luta contra os juros tem que ser pensada, talvez, como um novo Plano Real. A inflação está relativamente controlada no Brasil. O que não está controlada é a taxa de juros”, afirmou.


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A declaração explicita uma das escolhas econômicas do programa registrado pela campanha. O documento afirma que “a taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil” e promete criar condições para uma redução sustentada dos juros, mantendo a inflação controlada e uma política fiscal responsável.

Gabrielli, no entanto, rejeita a ideia de colocar o ajuste das contas públicas acima dos objetivos de crescimento e das políticas sociais.


“Não podemos considerar o equilíbrio fiscal como o fim em si da política econômica (…) Temos que administrar a dívida e a evolução das despesas obrigatórias, mas isso não pode ser feito às custas das políticas sociais. Não são as despesas o grande problema, são os juros altos que provocam o desequilíbrio”, disse.

O programa busca conciliar essas duas frentes. Prevê a manutenção do atual arcabouço fiscal, controle do crescimento do gasto primário e melhoria da eficiência das despesas, mas sustenta que isso deve ocorrer sem prejudicar as políticas sociais.


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