Novo governo Lula prevê Ministério da Segurança para retomar territórios de facções
Coordenador do programa de governo, Sérgio Gabrielli, diz que pasta ampliaria papel da União
Blog da Farfan|Tainá Farfan, da RECORD
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A criação do Ministério da Segurança Pública em um eventual quarto mandato do presidente Lula (PT) será parte de uma estratégia para ampliar a atuação da União no combate às facções criminosas e na retomada de territórios dominados pelo crime organizado. A avaliação é do coordenador do programa de governo de Lula, Sérgio Gabrielli, em entrevista ao blog.
“O programa prevê a recriação do Ministério da Segurança Pública. Temos que retomar territórios (dominados pelas facções) e fortalecer o papel coordenador do Estado. Isso prevê a aprovação da emenda constitucional (pelo Congresso) para reforçar o papel da União no combate ao crime, porque as facções estão muito mais articuladas e armadas. O Ministério da Segurança é um mecanismo para isso”, afirmou Gabrielli.
A proposta consta expressamente do programa de governo registrado pela campanha. O documento estabelece que, uma vez aprovada a PEC da Segurança Pública enviada pelo Executivo ao Congresso, será criado o Ministério da Segurança Pública para coordenar, em articulação com estados e municípios, as políticas nacionais do setor.
A criação de uma pasta específica para a segurança, no entanto, não é uma proposta inédita de Lula. A ideia já havia sido defendida durante a campanha presidencial de 2022, inclusive por Geraldo Alckmin, mas acabou não sendo implementada no terceiro mandato. Lula manteve Justiça e Segurança Pública reunidas em um único ministério.
Veja Também
Agora, a proposta retorna de forma explícita no programa para um eventual novo governo e vinculada a uma mudança mais ampla na atuação federal. A PEC da Segurança busca revisar as atribuições dos entes da Federação e ampliar o espaço de atuação da União no combate à violência. O programa defende, ainda, maior integração entre os três níveis de governo e a construção de um Susp (Sistema Nacional de Segurança Pública) mais articulado.
Na entrevista ao blog, Gabrielli também defendeu que a retomada de áreas dominadas pelo crime organizado não seja baseada apenas na repressão.
“Tem que intervir na habitação, criar escolas, não é só atacar e tirar o criminoso. É preciso pensar em reabilitar”, disse.
A visão está refletida no programa, que prevê combinar inteligência, investigação e repressão qualificada com políticas de prevenção, redução das desigualdades e ampliação de oportunidades, especialmente para os jovens. O objetivo é ampliar a presença do Estado nos territórios mais vulneráveis.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
















