Segundo turno: o pesadelo de Eduardo Paes
Para evitar que a disputa se transforme em um resultado imprevisível, Paes precisa construir uma vitória já na primeira rodada
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com altíssimo índice de conhecimento e aparentemente próximo de atingir o teto de sua votabilidade, Eduardo Paes entra na disputa como favorito. Seu grande desafio, no entanto, é liquidar a eleição ainda no primeiro turno.
A rejeição na casa dos 41% e os 45% de eleitores que afirmam não votar nele desenham um cenário de segundo turno potencialmente perigoso para quem tenta, pela terceira vez, chegar ao Palácio Guanabara.
Veja Também
O filme, aliás, não seria inédito. Em 2018, em um contexto semelhante de profunda crise institucional, com o Rio de Janeiro sob intervenção federal, Paes iniciou a campanha na liderança, mas acabou derrotado pelo então desconhecido Wilson Witzel.
Antes da arrancada do ex-juiz, nomes como Romário, Índio da Costa e Anthony Garotinho surgiam como os principais obstáculos à sua candidatura, enquanto Paes demonstrava dificuldade para ampliar sua vantagem nas pesquisas.
O cenário atual é, em muitos aspectos, ainda mais excepcional. Com a renúncia de Cláudio Castro, a indicação do vice-governador Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado e a prisão do então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, o governo fluminense passou a ser exercido, interinamente, pelo desembargador Ricardo Couto. Trata-se de uma configuração institucional sem precedentes na história recente do estado.
Nesse ambiente de instabilidade, Douglas Ruas, atual presidente da Alerj, trava uma disputa judicial em torno da chefia do Executivo, mas, independentemente do desfecho, lança-se candidato ao governo com o apoio de Jair Bolsonaro.
Ainda pouco conhecido pela maior parte do eleitorado, o ex-secretário estadual das Cidades reúne um amplo espaço para crescimento e pode se transformar no principal fator de preocupação para Eduardo Paes ao longo da campanha.
Para evitar que a disputa se transforme em um segundo turno de resultado imprevisível, Paes precisa construir uma vitória já na primeira rodada. Caso contrário, dependerá também da composição do adversário.
Hoje, Anthony Garotinho, com rejeição superior a 60%, seria, em tese, o confronto mais confortável.
As três pesquisas divulgadas nesta semana, RealTime Big Data, Quaest e Prefab, convergem em um diagnóstico importante: o eleitor fluminense ainda permanece distante da eleição. O elevado volume de indecisos e de eleitores dispostos a votar em branco ou nulo revela que uma parcela significativa ainda não se identificou com as candidaturas mais conhecidas.
É justamente nesse espaço que reside o maior risco para Eduardo Paes. Ainda há terreno fértil para o surgimento e a consolidação de uma candidatura competitiva, capaz de transformar o segundo turno em seu maior pesadelo.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












