Interferência judicial em debate pode ter impacto no primeiro turno, avalia campanha do PL
Flávio Bolsonaro desistiu de debate apenas 3 minutos após divulgação de decisão de Gilmar Mendes obrigando participação de Renan Santos
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A menos de três dias das eleições para a Presidência da República, a campanha do PL avalia que a discussão sobre interferência judicial, censura e limites das decisões dos tribunais superiores deve voltar com força ao centro do debate político na reta final do primeiro turno. Na leitura interna, o desgaste gerado pelo episódio pode beneficiar o candidato Flávio Bolsonaro (PL) junto ao eleitorado indeciso.
A avaliação da equipe é de que a ação movida pelo Solidariedade foi articulada pelo PT com o objetivo de desgastar Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a campanha admite que queria evitar o confronto direto com Renan Santos por considerá-lo um “franco-atirador”, um candidato sem nada a perder e com perfil incontrolável ao vivo.
A reação do PL ocorreu após uma sequência de decisões judiciais que alteravam as regras do debate da TV Globo. A primeira intervenção veio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a decisão da ministra Estela Aranha que atendeu a um pedido do PT para proibir a exibição de um púlpito vazio com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva, além de vetar perguntas direcionadas ao presidente.
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Em seguida, veio a decisão do ministro Gilmar Mendes, que atendeu a um pedido do partido Solidariedade e determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no programa. Apenas três minutos após a divulgação da liminar de Gilmar Mendes, obrigando a presença do adversário, Flávio Bolsonaro oficializou a desistência.
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