Ordem para fechar representações diplomáticas no Brasil veio dos EUA
Cerca de 1.500 funcionários do governo americano foram orientados a trabalhar de casa
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Fontes relataram ao Blog que o fechamento da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, dos consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre e do escritório diplomático em Belo Horizonte foi determinado diretamente pelo governo norte-americano. A ordem partiu de Washington, mais precisamente do Departamento de Estado, chefiado pelo secretário Marco Rubio.
Funcionários do governo americano ouvidos pelo Blog sob reserva, afirmaram ter sido pegos de surpresa e disseram desconhecer os detalhes dos motivos que levaram a essa medida por razões de segurança.
No alerta de segurança, o governo norte-americano orientou que cidadãos dos EUA não busquem atendimento presencial:
“Os serviços consulares na Embaixada e nos Consulados dos EUA no Brasil serão suspensos (...). Cidadãos dos EUA que necessitem de assistência de emergência neste período não devem dirigir-se à Embaixada, aos Consulados ou a outras instalações diplomáticas dos EUA. Caso precise de assistência de emergência, entre em contato com o oficial de plantão responsável.”
A Austrália seguiu a mesma diretriz e suspendeu as atividades na embaixada. Outras nações, como Israel, não adotaram medidas similares, mas acompanham com atenção os desdobramentos.
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A decisão do governo americano aumenta a tensão a três dias das eleições. O governo brasileiro pediu investigação sobre suposta interferência americana na disputa, e a relação diplomática nos bastidores segue tensa.
O fechamento total de representações diplomáticas às vésperas de uma eleição não é uma medida comum do governo americano, é considerada atípica. Normalmente, Washington faz apenas alertas de cautela para cidadãos americanos evitarem protestos, e não ocorre a interrupção completa dos serviços.
Medidas de suspensão diplomática americana já em países da região ocorreram no Equador, em agosto de 2023, após o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio e a escalada da violência no país; na Bolívia, o mesmo ocorreu por causa de bloqueios de estradas e protestos violentos.
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