Senadores eleitos pelo Paraná rejeitam saída negociada e defendem impeachment de ministros do STF
Filipe Barros diz que tema é ‘inegociável’ e promete reforma do Judiciário; Deltan Dallagnol afirma que ‘lei tem que voltar a valer’
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Os senadores eleitos pelo Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) rejeitam a possibilidade de uma saída negociada, como aposentadoria antecipada, para evitar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal no ano que vem.
O Blog encontrou os dois, junto com o governador eleito Sergio Moro (PL), sentados tranquilamente no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. Os três conversavam com as pessoas que passavam e tiravam fotos. Eles vieram participar de evento de campanha de Flávio Bolsonaro na capital gaúcha.
Questionado se há alguma possibilidade de saída negociada para nomes como o do ministro Alexandre de Moraes, Filipe Barros foi direto:
“Não. Não existe esse tipo de negociação. Aliás, a pauta dessa eleição foi justamente os senadores agirem em relação aos abusos que o Supremo está cometendo. Então, isso é algo inegociável. Nós, para além do impeachment, temos, e essa foi uma pauta minha da eleição, que aprovar uma reforma do Poder Judiciário, rediscutir o papel do Supremo Tribunal Federal. Então isso não está em negociação.”
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Deltan Dallagnol respondeu à mesma pergunta dizendo que o caminho é a aplicação da lei:
“É possível ter aplicação da lei. A lei tem que voltar a valer no Brasil. Se a lei voltar a valer no Brasil, vai ter impeachment de ministro.”
Eleito com 25,14% dos votos, Deltan ainda enfrenta uma indefinição sobre sua elegibilidade. O TSE cassou seu registro de candidatura a deputado federal em 2023, e o relator do caso reconheceu neste ano uma inelegibilidade de oito anos.
Deltan só pôde disputar depois que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão. A defesa sustenta que ele foi apenas cassado, sem inelegibilidade. O julgamento foi retirado de pauta e ainda não tem nova data para definição.
Sobre o segundo turno, Moro disse ao Blog que o grupo trabalha para reduzir a abstenção e ampliar a votação de Flávio no estado. Questionado sobre as medidas anunciadas por Lula nos últimos dias, com aumento da despesa pública, como o pacote para os MEIs, com perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, ele avaliou:
“Prosseguindo dessa maneira, os cofres públicos vão ficar cada vez mais arruinados, e é uma vantagem ilusória, porque a população é que paga a conta, o contribuinte.”
Filipe Barros afirmou que o resultado do Paraná no primeiro turno já foi melhor que o de 2022: Lula venceu em cerca de 140 municípios paranaenses naquela eleição e, agora, em apenas 49. Segundo ele, a campanha vai intensificar a mobilização nas cidades em que o petista ganhou, e o estado será “um dos que mais proporcionalmente vai dar voto ao Flávio”.
Deltan lembrou que os votos do primeiro turno não se acumulam e citou os 33 milhões de abstenções no país (21,08% do eleitorado) e que, por isso, é preciso trabalhar. Ele acusou o PT de “espalhar fake news” e de fazer “uma campanha de medo”.
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