Christina Lemos Oposição segue dividida, a dois dias de protesto contra Bolsonaro

Oposição segue dividida, a dois dias de protesto contra Bolsonaro

Demonstração de força e união pelo impeachment do presidente esbarra em histórico de conflitos entre correntes que apoiam e rejeitam Lula. Ordem é vestir branco 

Manifestação na Avenida Pauilista no 7 de setembro

Manifestação na Avenida Pauilista no 7 de setembro

AMANDA PEROBELLI/Reuters - 09/07/2021

O protesto das oposições, convocado pelo Movimento Brasil Livre, contra o presidente Bolsonaro está previsto para este domingo, 12, nos tradicionais pontos de concentração em várias capitais, e pretende reunir todos aqueles que desejam o impeachment do presidente Bolsonaro. No entanto, a premissa de união suprapartidária esbarra na rejeição ao ex-presidente Lula. Para tentar marcar a neutralidade com relação ao petista, o MBL pede que os participantes compareçam de branco. 

“Nem amarelo, nem verde, nem vermelho, nem azul”, pedem os organizadores àqueles que pretendam aderir ao protesto. Em nota, pede que os participantes "respeitem a necessidade de deixarem suas pautas particulares e preferências eleitorais fora do ato".

A neutralidade não convenceu setores da política. “Para quem defende terceira via, o dia 12 está mais para ‘volta Lula’”, declara o deputado Marcel Van Hatten, um dos líderes do Partido Novo. “Defendo que o partido saia declare o fim do apoio a um ato qu agora abraçará corruptos petistas e comunistas”, completa.

PT e Psol mantém a posição de não comparecer ao movimento convocado pelo MBL – um dos principais promotores da mobilização que levou ao impeachment de Dilma Rousseff. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann alega que o partido não foi convidado e que não há proibição a quem queira participar. A deputada defende “uma construção conjunta” das forças do chamado “campo democrático”, que tenta agregar legendas de esquerda, centro-esquerda, direita e centro-direita.

Dos pré-candidatos assumidos, Ciro Gomes confirmou presença na Avenida Paulista. “Seja qual for o sacrifício e risco que isso represente, há algo maior que tudo: o futuro do Brasil e da nossa democracia”, declara. Entre as centrais sindicais, a promessa é de adesão de 6. A CUT anunciou que não estará presente.

Entre parlamentares que defendem presença no evento estão a deputada Tabata do Amaral (sem partido), para quem “o momento exige união das forças democráticas”, e o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PP/AM). “Já fui atacado pelo MBL e estarei na Avenida Paulista, para defender o direito deles de me atacarem democraticamente”, afirma.

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