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Aspirador de pó do vizinho virou tortura? Calma, nem todo barulho é infração!

Morar em apartamento significa ouvir alguns ruídos dos vizinhos. Nem todo incômodo pode virar advertência ou multa

Dr. Piterson Gomes|Dr. Piterson GomesOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Barulhos comuns, como aspirar ou mover móveis, fazem parte da vida em condomínio.
  • A intensidade, frequência e horário do ruído devem ser considerados antes de reclamar.
  • O diálogo entre vizinhos é recomendado antes de recorrer a advertências ou multas.
  • Tolerância e conciliação são essenciais para a convivência em condomínios.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O vizinho ligou o aspirador de pó e já aparece reclamação no grupo do condomínio. Arrastou uma cadeira, tomou banho mais tarde, deu descarga ou deixou cair alguma coisa no chão e pronto: “Síndico, quero que multe!”.

Calma. Condomínio não é lugar de silêncio absoluto.

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Existem barulhos que fazem parte da utilização normal de qualquer residência. Aspirar a casa, utilizar máquina de lavar, tomar banho, caminhar pelo apartamento, movimentar móveis eventualmente e realizar outras atividades domésticas são situações naturais da vida.

Isso significa que pode fazer qualquer barulho a qualquer hora? Claro que não.

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Para avaliar uma possível perturbação, é preciso observar intensidade, frequência, duração e horário. Uma coisa é passar o aspirador durante alguns minutos. Outra completamente diferente é produzir ruídos intensos e repetitivos durante horas, principalmente em horários destinados ao descanso.

E também não existe aquela regra de que “até as 22 horas pode fazer qualquer barulho”. O direito ao sossego deve ser respeitado durante todo o dia. O que acontece é que, no período noturno, o cuidado naturalmente precisa ser ainda maior.

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Agora, quando o problema realmente está incomodando de forma recorrente, antes de começar uma guerra entre apartamentos, tente o caminho mais simples: conversar.

O síndico também pode ajudar nessa conciliação, ouvindo os dois lados e tentando encontrar uma solução antes de partir para advertências ou outras medidas previstas nas regras do condomínio.

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Às vezes, o vizinho nem percebe que determinado equipamento está transmitindo vibração para o apartamento de baixo. Um tapete, uma proteção de borracha ou uma pequena mudança de horário pode resolver uma discussão que estava prestes a virar um processo.

Condomínio exige regras, mas também exige tolerância. Nem todo barulho é infração e nem todo incômodo precisa terminar em multa. Antes da guerra, tente sempre a conciliação.

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