Dos plantões ao Ironman: a jornada da jornalista que virou ‘mulher de ferro’ no triatlo
Virgínia Nalon treinou durante 28 semanas, conciliou a preparação com o trabalho na TV e concluiu a prova em percurso de mais de 12 horas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Acostumada à rotina frenética do jornalismo em Minas Gerais, a jornalista Virgínia Nalon, de 40 anos, encarou um desafio completamente diferente no último dia 31 de maio.
A repórter e apresentadora da RECORD MINAS concluiu o Ironman Brasil, uma das provas mais exigentes do triatlo, após 12 horas e 30 minutos de competição.
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Foram 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e uma maratona completa de 42,195 quilômetros de corrida, tudo no mesmo dia. Para chegar à linha de chegada, ela precisou conciliar 28 semanas de preparação intensa com a rotina corrida do jornalismo diário.
Ao final da prova, além da medalha, veio a certeza de que havia conquistado algo que parecia impossível meses antes. “Eu me senti uma mulher de ferro! Não é fácil fazer uma prova dessa”, resume.
O que é o Ironman e por que a prova é tão difícil?
O Ironman é considerado um dos maiores desafios do triatlo de longa distância. A prova segue sempre a mesma ordem: primeiro a natação, depois o ciclismo e, por último, a corrida.
Na etapa brasileira, realizada em Florianópolis, os atletas enfrentaram:
- 3,8 km de natação no mar;
- 180 km de ciclismo;
- 42,195 km de corrida.
Tudo isso precisa ser concluído dentro do limite máximo de 17 horas, no caso dos atletas amadores.
Além do prestígio internacional, a competição também abre vagas para o Mundial de Kona, no Havaí, considerado o maior sonho de muitos triatletas.
Treinos às 3h da manhã e quatro sessões por dia
Se a prova já impressiona, a preparação talvez seja ainda mais impactante.
Virgínia começou a treinar para o Ironman ainda em 2025. Foram 28 semanas seguindo uma rotina que exigia disciplina quase militar.
Durante a preparação, ela:
- Acordava às 3h da manhã;
- Fazia até quatro treinos por dia;
- Pedalava antes de ir para a TV;
- Nadava de segunda a sexta;
- Corria três vezes por semana;
- Encarava treinos longos de até 160 km de bicicleta aos domingos;
- Ainda incluía fisioterapia e musculação na rotina.
“Pedalava na chuva, de madrugada, antes de ir para a TV”, lembra.
Nos fins de semana, a carga aumentava ainda mais. Algumas sessões combinavam mais de 150 quilômetros de ciclismo seguidos por corridas de até 21 quilômetros.
“Chegava em casa lá pelas 13h. E ainda tinha fisioterapia e treinos de força na academia. Graças a Deus, uma empresa me emprestou um rolo para que eu pudesse pedalar em casa de maneira virtual. Aí os treinos na rua, debaixo de chuva e ainda na escuridão, ficaram mais tranquilos”, detalha a jornalista.
Cãibras no mar mudaram os planos
Apesar da preparação intensa, nem tudo saiu como planejado no dia da prova.
Virgínia tinha o objetivo de concluir o Ironman em cerca de 11h30. Mas um problema logo na primeira etapa alterou os planos. “Tive quatro cãibras no mar e precisei parar pra recuperar”, explica.
As pausas durante a natação acabaram impactando o restante da competição. As transições entre as modalidades também consumiram mais tempo do que ela imaginava.
Mesmo assim, a jornalista não esconde a satisfação com o resultado. “O primeiro Ironman não volta. Então, por todos os perrengues que tive, fiz um ótimo tempo”, comemora.
“Quis desistir algumas vezes”
A caminhada até a linha de chegada também teve momentos difíceis.
Durante os meses de preparação, Virgínia enfrentou pequenas lesões causadas pela sobrecarga dos treinos e viveu fases de desgaste físico e emocional. “Quis desistir algumas vezes”, revela.
Mas a determinação falou mais alto. “Entreguei a prova nas mãos de Deus. E ele esteve comigo do início ao fim”, celebra.
“Agora eu sou uma Ironman”
Depois de quase 12 horas e meia de esforço, a sensação é de missão cumprida. Mais do que completar uma prova, Virgínia acredita que viveu uma experiência transformadora.
“Espero que essa conquista seja um exemplo e um incentivo para outras mulheres, jornalistas ou não. Nada é impossível”, comentou sobre o feito raro, ou talvez até único, para uma jornalista apresentadora de TV no Brasil.
Depois de anos contando histórias de superação diante das câmeras, foi a vez da jornalista viver a própria e atravessar a linha de chegada como protagonista. “Agora eu sou uma Ironman”, celebrou Virgínia Nalon.
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